terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Minha decepção com a Editora Planeta

Terminei a leitura de A Princesa de Gelo, o primeiro livro da escritora sueca Camilla Läckberg. A autora é apresentada como "a nova Agatha Christie", alguém que "acaba de receber a coroa de nova rainha do crime". Frases desse tipo me fizeram pensar três vezes antes de adquirir o livro, mas resolvi desconsiderar esse marketing de quinta categoria e dar uma chance à autora.

Feita a leitura, confesso que achei a trama mediana. Em minha opinião, está longe de chegar ao nível  alcançado por outros autores nórdicos, como Stieg Larsson, Henning Mankell, Jo Nesbo ou Arnaldur Indridason que, para mim, compõem o primeiro time do romance policial escandinavo; não chega nem mesmo ao nível de Karin Fossum ou Asa Larsson. A comparação com Agatha Christie é inteiramente despropositada e, para chegar a "rainha do crime", Camilla Läckberg tem ainda um longuíssimo caminho a percorrer. De todo modo, o livro recebeu o Grand prix de littérature policière em 2008 para romances estrangeiros e esse foi somente o primeiro trabalho da autora, publicado originalmente em 2003, quando ela não tinha mais que 29 anos. Nem tudo está perdido, portanto. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Rosa Luxemburgo no Brasil

Rosa: 'Liberdade é sempre a liberdade
daquele que pensa de modo diferente'.
No início desse ano escrevi um comentário sobre os 140 anos do nascimento de Rosa Luxemburgo. Entre outros aspectos, comentei algumas iniciativas editoriais em curso no exterior para comemorar essa data, das quais a principal é o lançamento de uma versão inglesa de suas obras completas. À época, eu disse que não tinha conhecimento de qualquer iniciativa do gênero no Brasil. Pura desinformação...

Dias atrás, passeando por uma de minhas livrarias preferidas, deparei com três volumes em capa bege contendo uma coletânea de textos políticos e cartas de Rosa Luxemburgo. Os livros, lançados recentemente pela Editora da Unesp, foram organizados por Isabel Loureiro, que além de ser uma das grandes estudiosas da obra de Rosa, vem cumprindo um papel importante na divulgação de suas ideias no Brasil, dando continuidade ao esforço pioneiro, iniciado no pós-Guerra, pelo grande Mário Pedrosa, e seguido por Paulo Singer, Maurício Tragtenberg, Michael Löwy e outros tantos.

sábado, 19 de novembro de 2011

Ciclo de seminários (4): Maria Pia Paganelli discute Hume e os bancos

Já dá para dizer que o primeiro Ciclo de Seminários em Metodologia e História do Pensamento Econômico foi um sucesso. Depois de três eventos muito bem-sucedidos, estamos chegando ao quarto e último seminário dessa série. Na segunda-feira, dia 28/11, vamos receber Maria Pia Paganelli, que virá ao Cedeplar para discutir as ideias de Hume sobre dinheiro e bancos.

Maria Pia Paganelli
Maria Pia cursou a graduação e o mestrado em ciência política na Università Cattolica del Sacro Cuore, de Milão. Doutorou-se em economia pela George Mason University, em Washington Virgínia (EUA), em 2002. Depois disso, lecionou em diferentes universidade. Atualmente, é professora da Trinity University (Texas, EUA).

Sua área de pesquisa é a história do pensamento econômico, sobretudo do século XVIII. Ela já publicou vários trabalhos sobre a economia monetária daquele período, e sobre as teorias econômicas e filosóficas de Adam Smith e David Hume. Também explora a conexão entre a obra destes autores e temas contemporâneos em economia comportamental e experimental, e em neuroeconomia.

domingo, 6 de novembro de 2011

Ciclo de Seminários (3): Ana Maria Bianchi discute a HPE e a Metodologia no Brasil

Na próxima quinta-feira, 10/11, a Profa. Ana Maria Bianchi virá ao Cedeplar-UFMG para discutir o estado das artes das disciplinas de História do Pensamento Econômico e Metodologia no Brasil.

Ana Maria Bianchi
Doutora em sociologia pela Universidade de São Paulo, Ana Maria lecionou na Faculdade de Economia Administração e Contabilidade daquela instituição entre 1976 e 2011. Ali, coordenou o Programa de Pós-graduação em Economia do IPE e chegou a posição de professora titular. Aposentou-se no início desse ano, mas continua vinculada a USP como professora voluntária. Ana Maria foi também coordenadora da área de Economia junto à Capes.

Seus temas de pesquisa passam pelo estudo de aspectos do funcionamento do mercado de trabalho, além de tópicos relacionados à metodologia da economia e à história do pensamento econômico. É autora de A pré-história da economia: de Maquiavel a Adam Smith e de outros cinco livros, bem como de dezenas de artigos em periódicos e coletâneas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ciclo de Seminários (2): Ramón Fernández discute a Metodologia da Economia

Na próxima quinta-feira, dia 20/10, vamos receber no Cedeplar o Professor Ramón Garcia Fernández, que virá apresentar o segundo evento do Ciclo de Seminários em Metodologia e História do Pensamento Econômico. Sua apresentação vai versar sobre as questões que, a seu ver, deveriam orientar as discussões atuais sobre Metodologia da Economia.

Ramón é bem conhecido entre os estudiosos de Metodologia. Nascido na Argentina, mas radicado no Brasil desde muito jovem, ele cursou sua formação na USP, onde doutorou-se em 1992 com uma tese em história econômica. De lá para cá, lecionou na PUC-SP, na UFPR e na FGV-SP, coordenando os programas de pós-graduação em economia dessas duas últimas instituições. Atualmente, é professor titular no Centro de Engenharia e Ciências Sociais (CECS) da Universidade Federal do ABC (UFABC).

Seus interesses de ensino e pesquisa estão voltados prioritariamente para as áreas de metodologia da economia, microeconomia heterodoxa (institucionalista) e história econômica. No que diz respeito a primeira, Ramón foi um dos protagonistas dos estudos sobre a retórica da economia no Brasil, tema sobre o qual publicou diversos trabalhos.

Sua apresentação no dia 20/10 será baseada no texto 'A metodologia como argumento para uma economia pluralista', que está disponível para consulta. Tenho certeza de que teremos uma tarde proveitosa, de muita troca de ideias, para a qual estão todos convidados. Até lá!


Ciclo de Seminários (1): registando o seminário do Maurício Coutinho

O primeiro evento do Ciclo de Seminários sobre Metodologia e História do Pensamento Econômico do Cedeplar-UFMG foi realizado no dia 15/09. Naquele dia, contamos com a presença de Maurício Coutinho, professor do IE-Unicamp, que apresentou seu trabalho sobre 'John Locke e o valor do dinheiro' para um público composto por professores do Cedeplar e por alunos de graduação e pós-graduação da UFMG e de outras instituições. Para além da exposição, pudemos debater diferentes aspectos do tema e da abordagem proposta por Maurício para a pesquisa sobre o pensamento monetário de autores do século XVIII, pesquisa que ele vem desenvolvendo ao longo dos últimos anos e com o apoio da Fapesp.

Aproveito esse comentário para reiterar nosso sincero agradecimento ao Maurício por sua sua disponibilidade e, sobretudo, por seu interesse em discutir conosco seu trabalho.

Confira abaixo um pequeno registro fotográfico do seminário (algumas fotos foram cedidas por Alexandre Cunha, a quem agradecemos).


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Emílio Guimarães Moura (1902-1971)

Há quarenta anos, em 28/09/1971, faleceu Emílio Moura, um dos fundadores da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG.

Nascido em 1902, em Dores do Indaiá, Emílio mudou-se para Belo Horizonte em 1920. Aqui juntou-se a outros jovens que dariam vida ao movimento modernista na cidade: Carlos Drummond de Andrade, com quem fundou A Revista, Aníbal Machado, Abgar Renault, Pedro Nava e outros tantos.

Concluiu o curso de Direito em 1928, na recém-criada Universidade de Minas Gerais, a UFMG.

Em 1931, casou-se e publicou seu primeiro livro, Ingenuidade. Nos anos seguintes publicaria Canto da hora amarga (1936), Cancioneiro (1945), O espelho e a musa (1949), O instante e o eterno (1953), A casa (1961) e Itinerário Poético (1969), que foi reeditado em 2002, ano do centenário do poeta, pela Editora da UFMG.

Emílio foi diretor da Imprensa Oficial e redator do Minas Gerais. Sua carreira no ensino superior começou em 1942. Fundador e diretor, em 1945, daquela que é hoje a Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, foi também um de seus professores catedráticos, lecionando História das Doutrinas Econômicas. Mais tarde, ensinou Literatura Brasileira, na Faculdade de Filosofia da mesma Universidade.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Interesses e economia

A crise econômica de 2008 deu início a um debate acalorado sobre a eventual responsabilidade da teoria econômica e dos economistas em relação aos fatos e políticas que levaram à crise. Não apenas a maioria da profissão foi incapaz de prever a iminência de uma ruptura de grandes dimensões, como boa parte da teoria convencionalmente aceita negava a própria possibilidade de uma crise dessa natureza. Essa controvérsia envolve aspectos teóricos e metodológicos, como também suscita a discussão de uma série de temas relacionados ao comportamento moral de professores e pesquisadores proeminentes da área.

O vídeo abaixo foi produzido por um grupo de historiadores do pensamento econômico responsáveis pelo blog History of Economics Playground, com o apoio do Institute for New Economic Thinking (INET). Ele reúne pesquisadores importantes como George Akerlof, Brad DeLong, Ha-Joon Chang, James Galbraith e outros, que apresentam sua visão sobre a dimensão ética do trabalho dos economistas e sobre o papel ideológico da teoria econômica. São opiniões diferentes acerca da presença ou não de conflitos de interesses na pesquisa e no trabalho de consultoria prestado por economistas acadêmicos, bem como sobre o efeito que esses interesses divergentes podem ter sobre a formulação de políticas econômicas.

Seria a economia uma ciência corrompida pelos objetivos e prioridades de bancos, empresas e governos que financiam o trabalho de pesquisadores "promovidos" a consultores? Assista o vídeo e conclua você mesmo.


sábado, 3 de setembro de 2011

John Locke e o valor do dinheiro

No próximo dia 15/09, quinta-feira, daremos início ao Ciclo de Seminários em Metodologia e História do Pensamento Econômico do Cedeplar. Nosso primeiro convidado será Maurício Chalfin Coutinho, professor do Instituto de Economia da Unicamp, que virá apresentar o texto Locke and the quantity theory of money.

Maurício é um dos nossos maiores professores e pesquisadores na área de história do pensamento econômico. Nos últimos anos, seu trabalho tem se voltado prioritariamente para a investigação de temas do pensamento econômico brasileiro (a obra de Celso Furtado) e de tópicos em economia monetária dos séculos XVII e XVIII (autores como Barbon, Locke, Law, Berkeley, Cantillon, Steuart, Hume, Turgot, Smith e Thornton).

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Ciclo de seminários em HPE no Cedeplar

O Cedeplar-UFMG, através de seu Grupo de Pesquisa em Metodologia e História do Pensamento Econômico, promoverá um ciclo de seminários ao longo do segundo semestre de 2011. A organização do ciclo está a sob minha responsabilidade e do meu colega Carlos Eduardo Suprinyak. Pretendemos atingir, essencialmente, dois objetivos:

. em primeiro lugar, promover uma maior integração entre os pesquisadores atuantes no Brasil nas áreas de História do Pensamento Econômico e Metodologia da Ciência Econômica, possibilitando a criação e a consolidação de laços de cooperação acadêmica inter-institucional no âmbito nacional;

. em segundo lugar, consolidar o Cedeplar e a UFMG como centros de referência no Brasil para todos aqueles envolvidos nessas duas frentes de pesquisa, sejam eles professores, pesquisadores ou estudantes de graduação e pós-graduação.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Bruce Caldwell e a necessidade da história do pensamento econômico

Não me recordo mais de quando foi a primeira vez que ouvi falar de Bruce Caldwell mas foi, certamente, a propósito do seu primeiro livro, Beyond positivism.

Lançado em 1982, o volume teve um papel importante naquele momento de renascimento do interesse de economistas acadêmicos por temas de metodologia da economia e teoria da ciência. Derivado de sua tese de doutoramento, o livro faz uma revisão abrangente da trajetória da filosofia da ciência no século XX - do positivismo lógico até Kuhn, Lakatos e Feyerabend - e dos debates metodológicos no interior da mainstream da economia - Robbins, Hutchison, Samuelson, Machlup e Friedman. Rejeitando os preconceitos positivistas que prevaleciam entre os economistas, Caldwell concluiu o livro com a defesa de um certo tipo de pluralismo metodológico pouco usual naquela época.

sábado, 16 de julho de 2011

HPE no Cedeplar

Atualmente, o Programa de Pós-graduação em Economia do Cedeplar tem um grupo relativamente grande de professores que pesquisam e ensinam temas de história do pensamento econômico e áreas relacionadas, como metodologia da economia e economia política. Em sua maioria, eles estão abrigados nos grupos de pesquisa sobre Metodologia e História do Pensamento Econômico e Economia Política Contemporânea.

Parte da produção recente desses pesquisadores pode ser conferida nos seis trabalhos listados abaixo, todos eles lançados ao longo do primeiro semestre de 2011 na série de Textos para Discussão do Cedeplar. Os links levam à base bibliográfica RePEc, onde os textos podem ser baixados:
  1. João Antonio de Paula et alli. Marx in 1869: Notebook B113, The Economist and the Money Market Review. (Texto para Discussão n° 417) Belo Horizonte: Cedeplar-UFMG, 2011.
    http://econpapers.repec.org/paper/cdptexdis/td417.htm

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Os 300 anos de Hume

Em 2011, estamos comemorando o 300° aniversário do nascimento de David Hume. Para celebrar a data, a equipe da Royal Society of Arts (RSA) reuniu dois importantes estudiosos do pensamento de Hume para comentar sua obra e os aspectos de seu pensamento que até hoje nos interessam.

Nicholas Phillipson
Nicholas Phillipson é historiador. Foi professor da Universidade de Edimburgo entre 1965 e 2004, onde ainda atua como pesquisador honorário. Seus trabalhos tratam da história intelectual e cultural da Escócia no período moderno e, em particular, da história do Iluminismo escocês. Foi editor da revista Modern Intellectual History e presidente da Eighteenth Century Scottish Studies Society. Recentemente, publicou um volume sobre Hume como historiador e uma aclamada biografia de Adam Smith.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Rosa Luxemburgo

Comemoram-se, em 2011, os 140 anos do nascimento de Rosa Luxemburgo. Ela nasceu em 5 de março de 1871, em Zamość, na Polônia (uma região então submetida ao Império Russo) e morreu em 15 de janeiro de 1919, quando foi presa e executada por um grupo paramilitar de direita, o Freikorps, que mais tarde apoiaria os nazistas, mas que naquele ano operava sob as ordens do governo social-democrata liderado por Friedrich Ebert.

Rosa Luxemburgo (1871-1919)
Escritora, ativista, revolucionária, economista e pensadora polítíca, a obra de Rosa sempre foi, para mim, um importante contraponto aos traços autoritários da tradição bolchevique. Seu internacionalismo e antimilitarismo, sua crítica apaixonada do capitalismo e sua defesa lúcida e sem concessões da liberdade e do socialismo fazem dela uma pensadora atual, alguém que tem muito o que dizer sobre o nosso tempo. Um tempo em que continuamos perante o dilema que ela formulou de modo clássico: "ou passagem ao socialismo, ou regressão à barbárie".


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Krugman e o comércio interestelar

Mesmo tendo sido educado na tradição teórica da economia neoclássica, Paul Krugman tem sido um crítico importante das limitações características desta forma de pensar a economia. Num famoso artigo escrito há dois anos, ele discutiu a incapacidade dos economistas de prever a chegada da crise de 2008 e, mais do que isso, sua cegueira para até mesmo a possibilidade de que uma crise como aquela derrubasse os mercados financeiros:

"Few economists saw our current crisis coming, but this predictive failure was the least of the field’s problems. More important was the profession’s blindness to the very possibility of catastrophic failures in a market economy. During the golden years, financial economists came to believe that markets were inherently stable — indeed, that stocks and other assets were always priced just right. There was nothing in the prevailing models suggesting the possibility of the kind of collapse that happened last year."

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A nova MEGA na Biblioteca Emílio Moura

No dia 11, estive na Biblioteca da FACE-UFMG para a entrega dos volumes da Marx-Engels-Gesamtausgabe (MEGA2) adquiridos com recursos do projeto de pesquisa "Em busca de novos horizontes para a economia política contemporânea".

Registro da entrega dos volumes da MEGA pelos professores
Eduardo Albuquerque  e Hugo da Gama Cerqueira à
Maria Célia Carvalho de Resende, bibliotecária-chefe
  da FACE-UFMG
(foto: Ricardo Ruiz)


O projeto, liderado pelo meu colega e amigo Eduardo Albuquerque e desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Economia Política Contemporânea do Cedeplar, contou com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Com os recursos obtidos, pudemos adquirir os volumes disponíveis da segunda seção da MEGA. Trata-se da seção de textos relacionados a O Capital e que inclui tanto o material preparatório (manuscritos de Marx, como os Grundrisse de 1857-58), quanto os textos publicados por Marx e Engels (como as várias versões do Livro I). Cada volume é composto de dois tomos: o primeiro, com o texto de Marx ou Engels, e o segundo, com um extenso e impressionante aparato crítico.

A lista completa dos títulos adquiridos pode ser conferida nesta notícia. Os volumes restantes da segunda seção deverão ser comprados oportunamente.



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sônia Viegas (1944-1989)

Participar da mesa em homenagem a Sônia Viegas durante o último Seminário de Diamantina foi uma das coisas boas que fiz em 2010. Sônia foi minha professora em disciplinas sobre cultura grega e história da filosofia grega, que frequentei na Fafich em meados dos anos 1980. Mais de vinte anos após sua morte, a impressão causada por suas aulas continua viva nos que tiveram a felicidade de frequentá-las.

Sônia Viegas (1944 - 1989)


Em Diamantina, pude falar um pouco sobre o trabalho de Sônia e sobre a influência marcante que teve na cena cultural de Belo Horizonte ao longo dos anos 1970 e 1980. A mesa-redonda foi coordenada por Maurício Campomori e contou também com a participação de Marcelo Pimenta Marques e Sérgio Alcides do Amaral. O registro em vídeo está disponível no site do Cedeplar e vai reproduzido abaixo.