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sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Some historical anniversaries of authors and works related to economics that we'll celebrate in 2023

I made this short list of historical anniversaries of authors and works related to economics that we'll celebrate in 2023. No purpose intended, just for fun. Of course, it is far from complete. 

Adam Smith (1723-1790)Starting with the most important date: the 300th anniversary of Adam Smith's birth. 

Adam Ferguson (1723-1816)It's also 300 years since Adam Ferguson was born.

The 300 years of the birth of Paul Heinrich Dietrich von Holbach (Baron d'Holbach). 

The 300 years of the birth of Dr. Richard Price. 

 The 300 years of the birth of Pedro Rodríguez de Campomanes. 

The 300th anniversary of the death of Bishop William Fleetwood. 

The 300 years of the second edition of The Fable of the Bees: Or private vices, publick benefits, by Bernard Mandeville. 

The 300th anniversary of the edition of the Dictionnaire universel du commerce, by Jacques Savary de Bruslons. 

The 250 years of the birth of James Mill. 

250 years since the birth of Jean-Charles-Léonard Simonde de Sismondi. 

The 250 years since the edition of Table raisonnée des principes de l'économie politique, by Pierre Samuel DuPont de Nemours. 

David Ricardo (1772-1823)The 200 years of the death of David Ricardo. 

The 200th anniversary of the birth of John Elliot Cairnes. 

The 200 years since the birth of Reverend Thorold Rogers. 

The 200th anniversary of the birth of John Kells Ingram. 

The 200th anniversary of the publication of The Measure of Value, by Thomas R. Malthus. 

The 200th anniversary of the publication of Grundriss der Kameralwissenschaft oder Wirthschaftslehre für encyklopädische Vorlesungen, by Karl Heinrich Rau.

 The 200th anniversary of the publication of Thoughts and Details on the High and Low Prices of the Thirty Years from 1793 to 1822, by Thomas Tooke. 

John Stuart Mill (1806-1873)In the second half of the 19th century, the number of authors and books multiplied. I mention just a few anniversaries that seems to be the most important dates: 

The 150th anniversary of the death of John Stuart Mill. 

The 150 years since the publication of Lombard Street: A description of the money market, by Walter Bagehot. 

The 150 years since the creation of the Verein für Socialpolitik. 

Now, going back to the 17th century, there are other commemorative dates that deserve to be recorded, starting with the 400th anniversary of the birth of William Petty.

The 400th anniversary of the birth of Thomas Papillon and the 400th anniversary of the death of Leonardo Lessius. 

The 400th anniversary of the publication of Edward Misselden's The Circle of Commerce

The 400th anniversary of the publication of The Center of the Circle of Commerce, by Gerard de Malynes.

 And, finally, the 350th anniversary of the publication of De officio hominis et civil juxta legem naturalem, by Samuel Pufendorf.

 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Simon Clarke (1946-2022)

Simon Clarke faleceu na terça-feira (27/12).
 
Pouco conhecido no Brasil, mesmo entre os estudiosos da obra de Marx, foi menos lido ou citado do que devia. 
 
Alguns de seus livros são marcos importantes na literatura sobre as teorias do valor, das crises e do Estado, começando por Marx, marginalism and modern sociology (1982); Keynesianism, monetarism and the crisis of the state (1988); Marx's theory of crisis (1994); e o volume que organizou sobre The state debate (1991).
 
Foi também autor de vários estudos sobre relações de trabalho na Rússia, na China e no Vietnã.
 
Os originais (preprints) destes livros e do seu guia de leitura d'O Capital, bem como de vários artigos, podem ser encontrados na sua velha página pessoal no site na Universidade de Warwick.Também há algo no Libcom

RIP Simon Clarke (1946-2022).
 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

O saudoso prédio da FACE-UFMG na Rua Curitiba

A imagem abaixo é uma uma perspectiva do belo e saudoso prédio na Rua Curitiba 832, esquina de Rua dos Tamoios, que foi sede da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG entre 1954 e 2007.
 
Agradeço ao Demilson Malta Vigiano por postar o desenho, que faz parte do acervo de plantas arquitetônicas sob a guarda do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte, e à minha amiga, Tereza Bruzzi, que me chamou a atenção para o registro.
 
O projeto deve ser do final dos anos 1940 ou, mais provavelmente, do início da década de 1950, porque a Faculdade instalou-se ali em 1954, quando era diretor o Professor Yvon Leite de Magalhães Pinto. O prédio ainda estava em construção quando a Faculdade se mudou para lá: a fachada principal, na Rua Curitiba, estava concluída, mas a lateral, na Rua dos Tamoios, foi completada nos anos seguintes.
 
Segundo o registro, o autor do projeto foi o arquiteto Virgílio de Castro, que frequentou a primeira turma de estudantes da Escola de Arquitetura da UFMG e, mais tarde, se tornaria professor da mesma Escola.
 
O prédio foi a primeira sede própria da Faculdade de Ciências Econômicas (a FACE) e nele ficamos até o final de 2007, quando foi feita a mudança para o novo prédio do campus Pampulha.
 
 
Perspectiva do prédio que foi sede da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG

 

terça-feira, 14 de setembro de 2021

No dia do lançamento da primeira edição d'O Capital

 

Há 154 anos, a revista Börsenblatt für den deutschen Buchhandel registrava a publicação da primeira edição do primeiro volume d'O Capital, de Marx (a nota 7571 na imagem abaixo; clique nela para ampliar). 
 
Por esta razão, é no dia 14 de setembro que comemoramos a publicação do livro. Pouco antes, desde a quarta-feira, 11 de setembro de 1867, os primeiros exemplares começaram a ser distribuídos pela casa editorial Otto Meissner, de Hamburg.
 
As mil cópias desta edição, com 796 páginas, foram impressas pela empresa Otto Wigands Buchdruckere, em Leipzig, naquela época centro da indústria gráfica alemã.
 
Curiosamente, a mesma página da revista trouxe o registro da publicação, em Stuttgart, de uma tradução alemã da Origem das Espécies, de Darwin (a nota 7576). Dois livros que mudariam radicalmente o modo como pensamos o mundo e nós mesmos.
 
 

 

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Para ler a Riqueza das Nações de Adam Smith, com Maria Pia Paganelli


A Riqueza das Nações é daqueles livros que todo mundo comenta, mas pouca gente leu de verdade. A partir de agora, há uma boa razão pra isso deixar de ser assim. É que acaba de ser lançado o guia para leitura da Riqueza das Nações preparado pela minha amiga querida, Maria Pia Paganelli!
 
Intérprete aguda e original de Smith, Maria Pia é professora da Trinity University e presidente da International Adam Smith Society
 
Seu guia apresenta, capítulo a capítulo, os principais conceitos que estruturam o livro de Adam Smith, situando suas ideias em seu contexto original e apontando aquilo que em sua obra fala ao nosso tempo.
 
Parte do livro foi elaborada durante sua estadia como professora visitante na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 2016, quando lecionou um curso sobre a Riqueza das Nações para alunos do Programa de Pós-graduação em Economia do CEDEPLAR-FACE-UFMG, o que é uma razão adicional para eu ter ficado muito contente de ver o texto publicado.
 
Aviso: o fato dela ter incluído meu nome nos agradecimentos é pura generosidade de amiga. A verdade é que, independentemente da nossa amizade, eu só posso recomendar enfaticamente a leitura do guia pra quem quiser estudar e conhecer em detalhe a obra de Smith. O meu exemplar, claro, já está encomendado.
 
A propósito, quem quiser conhecer mais sobre a leitura de Smith proposta pela Maria Pia, sugiro este artigo escrito no mesmo período de sua visita e apresentado numa mesa do Seminário de Diamantina de 2016. Publicado na revista Nova Economia do ano seguinte, está em acesso aberto e é uma boa discussão do "por que ler Smith depois de tanto tempo?".

Este outro artigo, publicado no número mais recente da mesma revista e tambem em acesos aberto, trata do tema de sua apresentação num outro Seminário de Diamantina, o de 2014, assunto que frequentou nossas conversas por algum tempo.
 
Parabéns, Maria! E boa leitura pra todos!
 
 

 

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

O capitalismo no Brasil

 

Vocês devem se recordar o recente apagão do servidor do CNPq, que tirou do ar os currículos Lattes de todo mundo. Reza a lenda, e as más línguas confirmam, que ele foi causado pelo meu colega João Antonio de Paula. Tudo teria acontecido quando o João tentou atualizar seu currículo, lançando de uma só vez sua produção acadêmica no período da pandemia, o que terminou travando o sistema.

Não, claro que não é verdade. Quem conhece o João sabe que ele não pilota computadores, nem dá bola pro seu Lattes. Mas, se non è vero, è ben trovato. De fato, o João Antonio andou aproveitando os longos meses de isolamento para tirar da gaveta, rever e publicar vários trabalhos, não só artigos, mas também livros. 
 
O mais recente destes livros eu acabei de descobrir. Digo que descobri, literalmente, porque mesmo sendo colega e amigo do João ando tendo dificuldades de acompanhar as suas publicações. Trata-se deste O Capitalismo no Brasil, que a editora apresenta como "uma visão de conjunto da economia brasileira e de suas origens coloniais até a contemporaneidade". 
 
Conheci uma versão anterior e manuscrita deste texto, que é uma tentativa de dar conta da natureza específica do capitalismo no Brasil, de pensar a formação econômica brasileira, mas sem privilegiar o ponto de vista da sucessão, êxitos e fracassos de políticas econômicas, como teimam em fazer tantos economistas. Ao contrário, adota o ângulo de análise das condições estruturais que definem nosso capitalismo, suas contradições e possibilidades. 
 
Agora, publicado em livro, o ensaio pode e deve ser lido por quem queira pensar sobre o tema, que é incontornável. O volume pode ser encontrado no site da editora e, é claro, nas "boas casas do ramo". 
 
Como notícias boas também costumam andar juntas, vou aproveitar esta postagem para divulgar mais uma novidade. O podcast ipsis litteris, editado pelo meu outro colega, Alexandre Mendes Cunha, divulgou recentemente o seu segundo episódio: desta vez, é uma entrevista com o João Antonio. O tema da conversa é bem diverso do assunto tratado no livro mas, nem por isso, menos interessante: são as consonâncias entre as obras de Rousseau e Marx, assunto de um artigo que o João publicou na Revista da SEP há alguns anos.  
 
Divirtam-se!
 

 

domingo, 11 de julho de 2021

Podcast: uma conversa sobre Adam Smith e o iluminismo escocês

 

Há alguns dias comentei em redes sociais a respeito de um artigo sobre o contexto social e intelectual em que Adam Smith desenvolveu suas ideias, o Iluminismo escocês. O artigo estava completando 15 anos de publicação e, eu dizia, penso que "envelheceu bem". 
 
Nesta semana, meu colega e amigo, Alexandre Mendes Cunha, me convidou para gravar o primeiro episódio de seu novo podcast, ipsis litteris, e a conversa girou justamente em torno daquele texto, das razões que me levaram a escrevê-lo e do porquê penso que continua tendo algum interesse.
 
A proposta do podcast é esta, a de apresentar as questões e motivações que deram origem a alguns dos textos que estão na bibliografia da disciplina História do Pensamento Econômico, disciplina que lecionei na graduação por muitos anos e que, mais recentemente, tem sido lecionada pelo Alexandre. Por esta razão, ele está voltado principalmente para os alunos de Economia da UFMG, mas acredito que os temas tratados ali serão de interesse para um público mais amplo. 
 
A propósito, é uma feliz coincidência que o podcast tenha sido lançado justamente na semana em que a UFMG anunciou sua nova política de divulgação científica
 
A nossa conversa está disponível no site do podcast. Pra quem se interessar em ler o texto, ele pode ser encontrado no RePEc:
 
Mais uma vez, agradeço ao Alexandre pelo convite e desejo vida longa ao ipsis litteris.
 
 
 
 

sábado, 24 de abril de 2021

30 anos de Nova Economia

Há um novo número da revista Nova Economia na praça: é um número especial sobre armadilhas de renda média (middle income traps) com colaborações de autores da África do Sul, Austrália, Coréia do Sul e Índia, além de colegas do Brasil. São artigos derivados de apresentações feitas no seminário sobre Development, lock-ins, traps and catch up: India, China, South Africa, South Korea and Latin America, realizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em julho de 2019.

Com este número completa-se o volume 30 da revista e, com ele, os primeiros 30 anos de sua existência. Nova Economia foi lançada em 1990, quando João Antonio de Paula, o principal responsável por sua criação, era chefe do Departamento de Ciências Econômicas da UFMG. Tinha a intenção de ser uma revista plural e interdisciplinar, que acolhesse temas e abordagens diversificados que, indo além dos limites da teoria econômica, auxiliassem a compreensão dos fenômenos econômicos. Compromissos que a revista procurou preservar ao longo de sua existência, apesar da frequente intolerância e exclusivismo teóricos e de intensa especialização que marcaram estas décadas.

Fui secretário editorial da revista entre 2000 e 2006, e seu editor entre 2006 e 2009, e continuo participando de seu comitê editorial. Sinto uma incontida satisfação de ter tomado parte em sua reformulação gráfica e sua modernização editorial. Foi um período de vencer desafios: buscar a internacionalização -- autores, pareceristas e leitores ligados a instituições de outros países --, o aumento da periodicidade, o início da publicação em meio eletrônico, a inclusão da revista  em diferentes indexadores e bases bibliográficas, e muito mais.

Só quem viveu experiência semelhante sabe o trabalho e dedicação exigidos para levar a frente um projeto editorial como este, fora do eixo Rio-São Paulo e em condições muitas vezes adversa. Isso só reforça a minha gratidão por aqueles que apoiaram e participaram do trabalho desde a criação da revista: colegas da universidade, autores, pareceristas, revisores, editores e secretários editoriais, diagramadores, indexadores, gráficos, programadores visuais, artistas convidados, patrocinadores e tantos outros. Sim, tenho muitas razões para estar contente de ter participado desta história e para seguir participando.

Fico mais contente ainda de ver a revista prosseguir sua trajetória bem sucedida nas boas mãos do Gustavo Rocha e dos que tomam parte da equipe editorial -- atualmente, o João Prates Romero e o Alexandre Stein --, sem falar na colaboração da Tereza Carvalho a frente da curadoria de arte. Não vou dizer que é a melhor revista de economia do país porque sou mineiro e, sendo assim, é melhor afetar modéstia. Além de tudo, tendo participado intensamente deste projeto, sou suspeito pra afirmar qualquer coisa. Mas, convenhamos, ela é. Uma coisa faço questão de dizer: como é linda! Nem parece revista de economista.

Vida longa para a Nova Economia!

 


 

 

domingo, 14 de março de 2021

Sobre a nova edição do livro Economia da ciência, tecnologia e inovação

Recebi com enorme satisfação o convite dos organizadores para participar da segunda edição, revista e ampliada, do livro Economia da ciência, tecnologia e inovação: fundamentos teóricos e a economia global, editado pelos meus colegas e professores Márcia Rapini, Janaina Ruffoni, Leandro Alves Silva e Eduardo da Motta e Albuquerque.

Lançado originalmente em 2017, por iniciativa de pesquisadores do Cedeplar-UFMG, o livro reuniu contribuições de autores ligados a diferentes instituições universitárias. Oferecia uma apresentação de um amplo leque de temas sobre a relação entre o progresso tecnológico e o desenvolvimento econômico. Inspirados numa abordagem schumpeteriana ou evolucionária, os autores dos quinze capítulos da obra buscavam sistematizar os diversos aspectos daquela relação, além de abordar alguns tópicos de fronteira nos estudos da área. Paralelamente, o volume pretendia servir como livro-texto de apoio ao ensino de disciplinas de economia da ciência e tecnologia ou de economia industrial nos cursos de graduação e pós-graduação, cobrindo assim uma lacuna sentida pelos professores destas disciplinas (ver a resenha de Antonio Carlos Diegues sobre esta primeira edição, publicada na Revista Brasileira de Inovação).

Nesta segunda edição, outros dez capítulos foram adicionados aos originais, agora revistos a luz da experiência de seu uso desde o lançamento da primeira edição. O volume passou a integrar a coleção População & Economia, editada pelo Cedeplar, e reúne agora vinte e cinco textos, que têm os mesmos objetivos que pautaram a edição anterior. O lançamento foi realizado em 23 de fevereiro e contou com a participação inspirada do Prof. Clélio Campolina Diniz (o registro em vídeo do evento está disponível no youtube).

Entre os novos capítulos, os organizadores decidiram incluir um artigo que publiquei há algum tempo e que, no juízo destes colegas, continua sendo útil. Ele procura localizar o surgimento da teoria evolucionista "a partir de pesquisas empíricas sobre inovações tecnológicas e transformações institucionais em diferentes países, que deixaram claro as dificuldades de reconciliar os princípios centrais das teorias convencionais com os resultados obtidos nessas investigações". Em paralelo, apresento as principais características da abordagem evolucionista em economia, comparando-as com as de abordagens ditas sistêmicas adotadas em outras ciências.

O livro está com acesso aberto no site do Cedeplar. Meu capítulo -- A economia evolucionista: um capítulo sistêmico da teoria econômica? -- também pode ser facilmente obtido por meio do RePEc, a exemplo de todos demais, basta só seguir este link e clicar em download.
 
Boa leitura.
 
 
Economia da ciência, tecnologia e inovação: fundamentos teóricos e a economia global


 

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

UFMG Talks: O futuro do emprego e do trabalho pós-covid19

Hoje foi dia de participar do UFMG Talks, a série de eventos organizada pela Pró-Reitoria de Pesquisa da UFMG para disseminar e divulgar a ciência e as pesquisas desenvolvidas pela Universidade, apresentando sua contribuição ao desenvolvimento da sociedade.

A proposta para esta edição foi uma conversa sobre trabalho, emprego, renda e o papel do Estado na recuperação econômica pós-pandemia. Pra minha imensa satisfação, dividi a apresentação com a Profa. Simone Wajnman, minha colega no Cedeplar e na Faculdade de Ciências Econômicas, além de amiga querida.

As apresentações e o debate podem ser vistos no canal da TV UFMG no YouTube. Quero registrar meu agradecimento ao Prof. Mario Campos, Pró-Reitor de Pesquisa, pelo convite, e a toda a equipe da PRPq e do Cedecom que produziu e realizou o evento.

 

 



quinta-feira, 7 de maio de 2020

A UFMG e o enfrentamento da Covid-19

Hoje foi dia de participar da Marcha Virtual pela Ciência! e de falar no webinar Fique em casa com a ciência e com a UFMG: mobilizações da Universidade para o enfrentamento da Covid-19.

Fiquei contente e honrado de dividir a mesa com as professoras e amigas Sandra Regina Goulart Almeida, Reitora da UFMG, e Cristina Alvim, da Faculdade de Medicina da UFMG, e com o Professor Flávio Fonseca, do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG. Contente, também, de poder falar de uma Universidade Federal de Minas Gerais que não fugiu da luta e tem encarado o bom combate, o combate à pandemia, suas consequências econômicas e sociais, e ao obscurantismo dos que negam a ciência e faltam com a verdade.

Graças ao Marcílio Lana e à Fábia Lima, do Cedecom-UFMG, a íntegra do webinar foi registrada em vídeo.

Minha fala, sobre A Universidade e os desafios sociais e econômicos da pandemia de Covid-19 começa em 43:30.



quarta-feira, 29 de abril de 2020

Desafios econômicos da pandemia de Covid-19 e do isolamento social

Hoje, a tarde foi dedicada ao web simpósio promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sobre a Pandemia de Covid-19 e o Isolamento Social.

Aprendi muito ouvindo os colegas e agradeço de coração à Profa. Cristina Alvim e a todos os membros do Comitê de Enfrentamento a Pandemia na UFMG. Agradeço também às equipes do Cedecom e da CAC pelo registro.

A íntegra do simpósio está disponível no YouTube. Minha fala, sobre os Desafios econômicos do isolamento social na Covid 19, começa a partir de 01:41:50.


sexta-feira, 27 de março de 2020

Manifesto dos Professores de Economia da FACE-UFMG

Os Professores de Economia da UFMG decidiram externar em comum sua avaliação sobre o momento: a crise da pandemia de coronavírus, suas consequências econômicas e sociais e as políticas públicas que devem ser adotadas.

A manifestação vai assinada por todos os professores do Departamento de Ciências Econômicas e por alguns colegas aposentados.

A íntegra do texto está disponível em https://tinyurl.com/manifesto-economia-UFMG

Manifesto dos professores de economia da FACE-UFMG

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Claudio Napoleoni (1924-1988), ou a falta que uma foto faz

Destas coisas curiosas, mas que, talvez, só sejam curiosas pra mim.

Os que são da minha geração e estudaram economia provavelmente leram alguma coisa de Claudio Napoleoni (1924-1988), mesmo que não se lembrem disso. Seus livros -- Smith, Ricardo e Marx, O valor na ciência econômica, Curso de economia política, O pensamento econômico no século XX, Lições sobre o capítulo sexto -- foram traduzidos para o português ainda no final dos anos 1970, portanto, a tempo de serem adotados nas disciplinas de HPE e de Economia Política dos cursos de graduação e pós-graduação daquela época e constam das referências de boa parte do que foi publicado no mesmo período por brasileiros que pesquisavam estas áreas.

Não era hábito, então, o que se tornou costumeiro mais tarde: publicar, na segunda orelha do livro, uma foto e uma pequena biografia do autor do volume. De fato, aquelas traduções sequer tinham orelhas. Pior, a edição brasileira de Smith, Ricardo e Marx, publicada pela Graal, notabilizou-se pela encadernação barata, feita com cola e sem costura, garantia de que as páginas se soltariam com pouco uso, e pelos inúmeros erros de composição, com linhas inteiras omitidas ou trocadas entre parágrafos de páginas distintas.

Voltando ao ponto: na falta da orelha e da foto do autor, eu nunca soube qual seria a pinta do Napoleoni. Naturalmente, isso não me impediu de imaginá-lo todo este tempo. Para mim, o nome de Napoleoni evocava a imagem de Norberto Bobbio. Claro, eu sempre soube que eram duas pessoas diferentes, com ideias diferentes, mas imaginava o primeiro parecido com o segundo. E, pensando bem, esta associação tinha lá suas razões de ser: ambos eram autores italianos, ambos foram muito traduzidos e publicados no Brasil naquele período, ambos organizaram dicionários importantes (um de economia política, o outro de política) e, finalmente, ambos foram membros do Senado italiano. A diferença é que Bobbio esteve no Brasil, salvo engano em 1983, e por isso sua foto circulou na imprensa, ao passo que Napoleoni, até onde sei, nunca veio ao país, onde seguiu sendo uma figura intelectualmente conhecida, mas dotada de um semblante que podia apenas ser imaginado (não havia google images naquela época, é bom lembrar).

Hoje, meio ao acaso, deparei com o anúncio do relançamento de um livro dele -- Discorso sull’economia politica, que, até onde sei, nunca foi traduzido para o português -- e, bingo! Lá estava a foto do autor, em preto e branco, com um par de óculos de armação grossa que não escondiam seu olhar meio sério, meio irônico, meio bonachão. Sem dúvida, uma figura muito diferente da que eu imaginei por tanto tempo. Diria, pra resumir, que Napoleoni saiu-se mais aprumado e simpático, bem melhor que a encomenda.

Não sei se, a esta altura, alguém ainda lê Napoleoni no Brasil. Eu continuo indicando seus livros em disciplinas que leciono, mas não me iludo sobre isso, que não é garantia sequer de que meus alunos o leiam. Vá saber...

O fato é que, mesmo ali onde não compartilho da sua interpretação sobre algum assunto ou passagem, seus textos continuam tendo algo a me dizer. No mínimo, ajudaram a conformar algumas perguntas que ainda me acompanham. E, agora, revelada a estampa do autor, vão estar associados à verdadeira figura de quem os escreveu. 

Claudio Napoleoni (1924-1988)

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Walter Barelli (1938-2019)

Conheci o Barelli em 1989. Eu entrei pro DIEESE, salvo engano, em março daquele ano e, alguns meses mais tarde, fui pra São Paulo participar do treinamento de novos técnicos, feito ali na sede da Água Branca. Era uma turma grande, mais de dez técnicos vindos de toda parte. Alguns já se foram: Marco Antônio, o baiano, foi o primeiro. Roberto, o grande Japa, mais tarde. Outros estão por ai. Com muitos eu já não tenho mais contato, com outros, vez por outra, ainda me encontro. Uns e outros, tenho como amigos.

Diziam à época que um dos critérios pra trabalhar no DIEESE era ser corintiano. A razão é que era o clube de predileção do Diretor, como ficaria claro pra quem o conhecesse. Parte do treinamento, que acontecia no último dia, consistia de uma sessão longa em que o Barelli contava um pouco da história e da linha de trabalho do Departamento (ou da "firma" como alguns preferiam chamar com um tom de leve ironia). Falou longamente, com a calma de sempre, aquele tom de voz manso e que se mantinha inalterado, entremeando suas ideias à exposição de momentos tensos ou críticos da trajetória do DIEESE e à contação de casos hilários protagonizados por colegas da casa em assembleias e mesas de negociação. No final, perguntou quem queria ir ao jogo do Corinthians naquele dia. Na dúvida se aquilo era uma pegadinha ou um último teste, declinei do convite.

Pra quem vinha de anos de militância estudantil, não era fácil aceitar e incorporar o essencial do projeto do DIEESE, que era ser uma assessoria de sindicatos de trabalhadores independentemente da filiação política de cada entidade e de sua direção. O Barelli encarnava justamente esta ideia, a de que o Departamento tinha um lado, o dos trabalhadores, mas que não pretendia decidir as polêmicas e questões políticas pelos trabalhadores ou suas direções, nem se alinhar a partidos. Coisa não sem problemas, mas que só pode ser entendida à luz da história da instituição e, sobretudo, da sua resistência no período da ditadura militar. História bonita, complexa e tumultuada, e que não pretendo discutir aqui, muito menos simplificar. O fato é que o DIEESE era uma instituição plural, tão plural que aceitava de braços abertos até mesmo nós que não éramos corintianos.

Meses mais tarde, voltei a me encontrar com o Barelli em São Paulo. Era novembro de 1989, Lula e Collor disputavam o segundo turno e havia uma forte expectativa combinada com a preocupação sobre o que poderia acontecer depois do dia 15. Se Lula ganhasse naquele ano, havia duas certezas. A primeira, de que muitos de nós seriamos chamados a participar do governo (o que despertava a preocupação com o que seria do Departamento, desfalcado de alguns dos seus melhores quadros, a começar pelo Diretor). A segunda, de que aquele seria um governo de esquerda (como não seria o Governo Lula quando ele finalmente aconteceu, 13 anos mais tarde), com todos os riscos que isso implicava, sobretudo em termos da reação previsível e violenta da direita.

Lula não ganhou aquela eleição, mas o Barelli acabou identificado com a candidatura dele e, em 1990, deixou a direção do DIEESE para coordenar o Governo Paralelo, uma tentativa de fazer aqui algo na linha dos 'shadow cabinets' britânicos, e que acabou não dando muito certo. Depois foi ministro do Itamar, secretário do Covas e, finalmente, deputado. Neste período, nunca mais estive com ele, mas guardei a memória de uma pessoa com quem nem sempre compartilhei preferências políticas ou futebolísticas, mas que era generoso, digno, leal, companheiro. Guardo com afeto as mensagens que, enquanto ele esteve à frente do DIEESE, enviava periodicamente a cada escritório regional ou subseção, mensagens que chegavam por telex e que começavam invariavelmente com uma saudação: "Meus bravos!".

Soube há pouco que o Barelli nos deixou na noite de ontem. Não conheci sua família -- esposa, filhos, netos --, mas queria dar um abraço em cada um. Conheço, porém, muitos daqueles que compunham ou compõem aquela que foi sua outra família, o DIEESE, com quem compartilho a dor deste dia e deixo minha inteira solidariedade e carinho. Em tempos tão difíceis, sejamos bravos, mais uma vez.

Walter Barelli (1938-2019)


PS. enquanto escrevia, lembrei deste depoimento que o Barelli deu ao projeto de memória do DIEESE e que conta um pouco de sua vida e trabalho.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Ortodoxos e heterodoxos em economia

Diz-se que os economistas dividem-se em ortodoxos e heterodoxos. Isso muita gente sabe.

Há quem pense que a divisão é uma criação recente e tipicamente nacional. Enganam-se. É antiga e continua presente em outras partes do mundo.

Este achado do François Alisson (@F_Alisson) é precioso: uma definição proposta em 1863 por P.-O. Protin em seu Les économistes appréciés, ou Nécessité de la protection (Paris: Dentu, 1863).
Diz o seguinte:

"Il y a des économistes qui se sont arrêté à Adam Smith, Ricardo, Malthus , Rossi, J.-B. Say, et qui disent : la science est faite ; nous n'avons plus qu'à en répandre les bien faits, à la vulgariser, en la rectifiant sur quelques points secondaires. Ce sont les fidèles ou orthodoxes.
D'autres, plus hardis ou plus aventureux, ne consentent pas à s'en tenir aux théories des maîtres, parce qu'ils les trouvent insuffisantes, défectueuses même en plus d'un endroit. Ce sont les infidèles ou hétérodoxes. Ce n'est pas arbitrairement que nous établis sons cette distinction dans l'École : ce sont les économistes eux-mêmes qui se sont ainsi dé finis."

Mal e porcamente traduzido (alguém corrija o que couber, por favor):
"Há economistas que pararam em Adam Smith, Ricardo, Malthus, Rossi, J.-B. Say, e que dizem: a ciência está feita; temos apenas que espalhar os benefícios, popularizá-los, corrigindo-os em alguns pontos secundários. Estes são os fiéis ou ortodoxos.
Outros, mais ousados ou mais aventureiros, não consentem em se ater às teorias dos mestres, porque as consideram inadequadas, e até mesmo defeituosas em mais de um aspecto. Eles são os infiéis ou heterodoxos.
Não é arbitrariamente que estabelecemos essa distinção na Escola: são os próprios economistas que se definiram assim."

É ou não é uma beleza? Link pra quem quiser seguir o fio.



terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Obras Clássicas do Pensamento Económico Português

Boa notícia: os 30 volumes da coleção Obras Clássicas do Pensamento Económico Português, editada por José Luís Cardoso, estão disponíveis agora em meio eletrônico. São vinte títulos lançados nos anos 1990, mas há muito esgotados ou difíceis de encontrar.

Preciosidades pra quem é do ramo.



sábado, 17 de novembro de 2018

20 anos de RePEc

Uma das peculiaridades da área de economia é o uso extensivo de working papers como forma de divulgação preliminar de resultados de pesquisas. São versões preliminares de textos escritos em formato de artigo, mas que circulam previamente à sua efetiva publicação em revistas acadêmicas, de modo que o argumento possa ser conhecido e discutido antes do trabalho receber sua versão final.

Em larga medida, esta peculiaridade decorre dos imensos prazos de avaliação dos textos submetidos aos periódicos da área, que estimularam a busca por formas mais ágeis de divulgação dos resultados. Outras áreas também sofrem com o mesmo problema e acabaram adotando soluções próprias, mas em nenhuma que eu conheça o uso do formato working papers é tão antigo e disseminado, a ponto de praticamente cada departamento de economia dispor de uma série própria de "textos para discussão". Pra se ter uma ideia, a série do Cedeplar-UFMG, onde eu trabalho, começou em 1974, apenas seis anos depois da fundação do nosso programa de pós-graduação.

Com o tempo, o crescimento do número de séries e textos criou um novo problema: como assegurar uma divulgação ágil e abrangente dos textos publicados em cada série? De início, as bibliotecas universitárias tinham que demandar às diferentes instituições o envio de exemplares impressos de cada working paper lançado, o que foi se tornando algo difícil de administrar. Há 20 anos, um pequeno grupo de economistas buscou uma solução que fosse mais simples e eficiente para a disseminação da pesquisa em economia. Deste movimento surgiu o RePEc, que mudou por completo a situação.

O RePEc consiste num sistema de compartilhamento de metadados de publicações em economia (working papers, mas também artigos, livros e até softwares). Construído de forma inteiramente descentralizada, com custos de gestão e manutenção baixíssimos, a base é alimentada por uma legião de voluntários espalhados por cerca de 2.000 instituições do mundo todo. É um exemplo formidável de divisão do trabalho e cooperação, com resultados admiráveis.

Atualmente, o serviço indexa 2,3 milhões de itens de 8 mil séries diferentes, sendo 3 mil periódicos e 4,5 mil séries de working papers, boa parte dos quais tem acesso aberto. É uma ferramenta de pesquisa bibliográfica indispensável para quem trabalha na área de economia. Basta pensar que, somente no mês passado (outubro de 2018), foram realizados por meio dos diferentes serviços que empregam a base do RePEc um total de 496.854 downloads de textos e 1.885.141 consultas de resumos (abstracts).

Por menor que tenha sido minha contribuição para a construção do RePEc, tenho uma satisfação imensa de ter participado disso. Administrei por alguns anos os metadados e arquivos das séries de textos para discussão, livros e anais de seminários do Cedeplar. Colaborei também com dados de artigos da revista Nova Economia, e séries de textos da ABPHE e da ANPEC. Hoje, o trabalho nestas séries está a cargo de outros colegas que colaboram para manter as bases do RePEc ao lado de centenas de voluntários de 99 países.

Até hoje mantenho um perfil pessoal no RePEc onde é possível acessar a maior parte dos meus trabalhos acadêmicos e acompanhar as estatísticas atualizadas de acesso a estes textos.

Quem quiser conhecer mais sobre o RePEc pode começar por este artigo em comemoração aos seus 20 anos, ou simplesmente acessar um dos serviços disponíveis e começar a fazer suas buscas. Resultados é que não vão faltar.



sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Estudos Hum(e)anos em nova fase

Está na praça o mais recente número da revista Estudos Hum(e)anos, o de número 9. A revista foi criada em 2010 para veicular as pesquisas do Laboratório de Estudos Hum(e)anos do Iuperj, coordenado à época pelo Prof. Renato Lessa. Seu editor era o Prof. Cesar Kiraly.

Agora, a revista entra em nova fase editorial.  Hugo Arruda e Vinícius França Freitas são os novos editores. O Conselho Científico conta, além dos professores Renato Lessa e César Kiraly, com a participação da minha amiga e colega, Profa. Lívia Guimarães, coordenadora do Grupo Hume (UFMG), e do Prof. Danilo Marcondes de Souza Filho (PUC-Rio). Tenho a satisfação de participar do novo Conselho Editorial.

Os artigos deste número são trabalhos apresentados no VI Encontro Hume, realizado em 2017, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, ocasião em que se decidiu retomar a edição da revista. Os artigos estão todos com acesso aberto. Boa leitura!

Revista Estudos Hum(e)anos

sábado, 25 de agosto de 2018

V Ciclo de Seminários sobre Metodologia e História do Pensamento Econômico no Cedeplar-UFMG.

Sete anos depois do primeiro evento, está tudo pronto para a retomada dos Ciclos de Seminários sobre Metodologia e HPE no Cedeplar-UFMG.

Entre 2011 e 2013, o Cedeplar, através do Grupo de Pesquisa em Metodologia e História do Pensamento Econômico, promoveu quatro ciclos de seminários que contaram com a participação de pesquisadores renomados do Brasil e do exterior. 

O objetivo daqueles eventos era o de promover uma maior integração entre os pesquisadores atuantes no Brasil nas áreas de História do Pensamento Econômico e Metodologia da Economia, criando e consolidando laços de cooperação acadêmica inter-institucional no âmbito nacional. Adicionalmente, buscamos consolidar o Cedeplar e a UFMG como centros de referência no Brasil para todos aqueles envolvidos com pesquisas nestas duas áreas.

A repercussão alcançada à época não deixou qualquer dúvida sobre o êxito da iniciativa. Cinco anos mais tarde, depois de uma interrupção provocada por diferentes razões, estamos retomando a organização dos seminários, na expectativa de alcançar o mesmo êxito.

Nesta nova etapa, nosso primeiro convidado será Pedro Vianna Faria,ex-aluno da graduação em economia e da pós-graduação em filosofia da UFMG que, atualmente, está cursando o doutorado em história na Universidade de Cambridge. Pedro vem se dedicando desde sua graduação à investigação das relações entre a filosofia moral e a teoria social de David Hume. No seu seminário, ele apresentará um texto recentemente preparado para a 45th Hume Society Conference.

O evento acontecerá na sexta-feira, 31/08, às 14 horas, no auditório 2 da FACE-UFMG. O texto em que se baseará a apresentação está disponível para leitura.

Contamos com a presença de todos!