segunda-feira, 5 de junho de 2023

Nos 300 anos do nascimento de Adam Smith

Há exatos 300 anos, em 5 de junho de 1723, um bebê foi batizado na Igreja de São Brício (St Brisse ou Bryce), na cidade portuária de Kirkcaldy, situada a 10 milhas de Edimburgo, no lado norte do estuário do rio Forth. 
 
Adam Smith (1723-1790)
Adam Smith (1723-1790)
Seu nome era Adam Smith.
 
Ninguém sabe dizer ao certo o dia em que ele nasceu. A julgar por seu aspecto frágil e enfermo e pelos costumes da época (a preocupação em evitar que as crianças falecessem sem receber o batismo e a salvação), é provável que ele tenha nascido no mesmo dia 5 de junho em que foi batizado. 
 
Seu pai, também chamado Adam, faleceu em janeiro de 1723, cinco meses antes do nascimento do menino, que foi criado por sua mãe, Margaret Douglas, com quem manteve um convívio longo e marcado por afeição e ternura.
 
Segundo Dugald Stewart, o primeiro biógrafo de Smith, o carinho e a atenção da mãe pelo menino fizeram com que Margaret Douglas fosse censurada por tratá-lo com "uma indulgência sem limites". E completa: "mas isso não teve efeitos desfavoráveis em seu temperamento ou disposição". De fato, "ele desfrutou da rara satisfação de poder retribuir à mãe seu afeto, com todas as atenções que a gratidão filial poderia ditar, durante o longo período de sessenta anos."
 
Margaret Douglas
Margaret Douglas
Numa carta escrita ao seu editor em 1784, logo após a morte de sua mãe, Smith afirmaria que "...embora a morte de uma pessoa com noventa anos de idade seja, sem dúvida, um evento bastante natural e, portanto, de se esperar e para o qual deve-se estar preparado, devo dizer-lhe, como já disse a outras pessoas, que não consigo deixar de sentir, mesmo nesta hora, que a separação final desta pessoa -- que certamente me amava mais do que qualquer outra jamais amou ou amará, e a quem eu certamente amava e respeitava mais do que jamais amarei ou respeitarei qualquer outra pessoa -- é um golpe muito pesado sobre mim."