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quarta-feira, 19 de junho de 2024

A nova edição italiana do Livro I d'O Capital, da Einaudi

Acaba de ser lançada pela Einaudi a nova edição italiana do Livro I d'O Capital, editada por Roberto Fineschi , com traduções feitas por ele e por Stefano Breda, Gabriele Schimmenti e Giovanni Sgrò.

Trata-se da mais completa tradução da obra de Marx: é baseada na 4ª edição alemã de 1890, mas o texto traz todas as variantes das edições alemãs anteriores (1867, 1872/3, 1883) e da edição francesa (1872-75), além de uma nova tradução do assim chamado Capítulo VI (inédito) e, se não bastasse, também do manuscrito redigido por Marx em 1871/2 ao preparar a 2ª edição alemã (Ergänzungen und Veränderungen zum ersten Band des “Kapitals”).
 
Numa palavra, o volume traz todos os textos que Marx escreveu com a intenção de realizar o I livro de "O Capital".
 
Naturalmente, o trabalho apoiou-se na edição histórico-crítica das obras de Marx e Engels (a MEGA2) e, como as fotos deixam ver, o projeto gráfico é belíssimo, à altura da obra.
 
Meus sinceros parabéns ao Roberto e a todos que trabalharam para realizar esta edição, que será muito útil não apenas para os italianos, mas para todos os leitores de línguas latinas!
 

 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Barsa, a enciclopédia

A Folha publicou recentemente uma beleza de matéria pra quem é daquela geração que pegou os tempos áureos das enciclopédias e, dentre elas, a Barsa. Trabalho escolar naquela época era sinônimo de "consultar a enciclopédia". Não sei que fim levou a coleção que havia lá em casa, mas a Mirador Internacional, editada pelo Houaiss, eu guardo até hoje (e olhe que me toma um espaço precioso!).

Algumas coisas parecem se repetir na memória das pessoas que viveram o fetiche da Barsa. Aquele nome estranho no último verbete do último volume (Zwingli), por exemplo. A beleza das capas vermelhas gravadas com letras douradas. O fato de que os livros costumavam ficar numa prateleira mais alta da estante, o que, lá em casa, rendeu alguns tombos mais ou menos graves na tentativa temerária de alcançar algum volume. A pretensão de ler todos os volumes -- li alguns -- assim, de enfiada, verbete por verbete. E, claro, o preço altíssimo da coleção, criando a prática do pagamento em prestações. Também pudera: eram muitos volumes, com encadernação luxuosa e papel de boa qualidade, sem falar no custo da produção do texto.

O artigo me fez lembrar ainda da figura do vendedor de bibliotecas, um sujeito bem apessoado e de boa conversa, que era recebido na sala de visitas das casa de classe média e carregava uma mala com exemplares de amostra dos pesados volumes, além de folders explicativos e cópias de contratos. Profissão extinta, até onde sei. Bem que cabia como personagem de O fim do sem fim, mas não lembro de ver a figura no filme.

O texto traz algumas informações que eu não tinha e que chegam a ser chocantes. Entregar o verbete de Brasília pro Niemeyer não me parece uma ideia sensata, muito menos a ideia de confiar o verbete sobre Ayrton Senna pra sua irmã escrever... insano. Também fiquei surpreso de saber que ainda são vendidos volumes impressos da Barsa, não mais de porta em porta, mas por meio do site BarsaShop, uma modernidade... A propósito, os 18 volumes estão sendo vendidos pela bagatela de R$2.695,00. É preço promocional, quase comprei, mas me contive a tempo... 

Por fim, fiquei curioso de ler a dissertação do Pedro Terres, citada no texto. E curioso, também, de saber o nome do autor da matéria, omitido sem dó pela Folha. Ah, a Folha... Outrora tão importante, hoje... mas isso já é outro assunto.




sábado, 11 de fevereiro de 2023

Sobre Arembepe, Canoa Quebrada e o capitalismo

 Guardadas as muitas e grandes diferenças -- seja do lugar, seja do período e seu contexto político --, Canoa Quebrada foi para a minha geração o que Arembepe tinha sido para a geração que nos antecedeu. Visitei Canoa Quebrada pela primeira vez em 1982 ou 83, quando não havia estrada, energia elétrica ou pousadas. Todo mundo ia pra lá em busca de uma experiência "alternativa", como se dizia então, ou pelo menos pra comprar um anel ou pingente de casco de tartaruga com o famoso desenho da lua e estrela.

A fama do lugar cresceu e, com ela, o 'progresso', despertando justificadas preocupações. Me lembro que, no velho 'Sistema de Bolsas' da FACE (o PET de hoje em dia), chegamos a sonhar com um projeto de pesquisa para estudar in loco e in tempore opportuno a chegada do capitalismo ao extremo sul do litoral cearense, um pretexto mais que apropriado pra justificar uma boa e longa temporada naquela que era uma aldeia isolada de pescadores. Havia sinais claros e preocupantes de monetização das relações locais de produção (gostaram?), como o crescimento do comércio de latões d'água trazidos no lombo dos jegues para viabilizar o banho diário dos turistas ou os valores cobrados em dinheiro, e não em sorrisos, pelo aluguel de ganchos nas casas dos locais, que nos davam o direito de pendurar nossas redes pra passar a noite.

O fato, infelizmente, é que o nosso projeto de pesquisa não foi em frente. Nem chegou a ser escrito porque, apesar de jovens e animados, nós já sabíamos que nem o CNPq, nem a Capes seriam capazes de perceber o que havia de meritório na nossa proposta, frustrando qualquer expectativa de financiamento, por menor que fosse.

Por isso mesmo, devo admitir minha surpresa quando abri o Valor deste final de semana e me deparei com uma matéria sobre Arembepe que, na verdade, é uma resenha de um livro que está sendo lançado e que conta estórias passadas naquela aldeia nos anos 1970. O livro é escrito por três publicitários e jornalistas e não tem qualquer pretensão acadêmica. Mas a matéria menciona a certa altura um estudante de antropologia da Universidade Columbia, de nome Conrad Kottak que, tendo passado 16 temporadas em Arembepe, escreveu um livro com um título que poderia muito bem ser o do nosso malfadado projeto de pesquisa: Assault on Paradise: the Globalization of a Little Community in Brazil.

Li e reli este parágrafo diversas vezes, sem acreditar no que estava dito. Tive que consultar o Google para aplacar a incredulidade e quase recorri ao ChatGPT pra acabar com qualquer dúvida. O fato é que Conrad Phillip Kottak não apenas existe, como é professor emérito da Universidade de Michigan e fez extensos trabalhos de campo etnográficos no Brasil e em Madagascar (este aí sabe viver). O livro -- adivinhem -- também existe: foi publicado originalmente em 2006 e está na quarta edição (atualizada, é claro), e está anunciado na Amazon por US$26.99 mais despesas de envio (ou por míseros R$775,00 na loja brasileira da mesma Amazon, se for de sua preferência).

Resta o consolo de saber que alguém fez o que sonhamos um dia fazer. E a constatação de que, pelo visto, as agências de fomento americanas eram mais sensíveis a este tipo de investigação do que eu podia imaginar naquele longínquo 1982. Bom pra eles.

(Nas fotos: Canoa Quebrada e Arembepe, em outros tempos).

 


 

 

sábado, 17 de dezembro de 2022

Um roteiro de livrarias em Belo Horizonte

 

Um comentário do Afonso Borges publicado no twitter e reproduzido na imagem ao lado me fez pensar no trajeto pelas livrarias de Belo Horizonte que eu fazia costumeiramente no final dos anos 1970 e começo dos anos 1980. Vamos ver se ainda me lembro...

Podia começar na Nossa Livraria da Tupis, em frente ao velho cinema, que era a mais próxima do ponto do meu ônibus. 
 
Dali à Vozes, na galeria entre Tupis e Espírito Santo. 
 
Depois na Itatiaia, na rua da Bahia.
 
Subindo a Rua da Bahia até o Maletta, visita obrigatória ao Zé Maria e suas pilhas de livros da Siglo XXI e da FCE. Um tesouro pra quem estudava ciências humanas.
 
Rápida passagem na Eldorado, antes de contornar o quarteirão e ir à Van Damme namorar os importados. Só mesmo pra namorar, porque na época havia o dólar-livro e eles eram caríssimos pro meu bolso de estudante. O poderoso ar-condicionado da loja era um alívio em dias de calor e chuva.
 
Dali, se o tempo permitisse, ainda podia fazer variações. Passar na Imprensa Oficial pra ver o Suplemento Literário, na Científica (na Espírito Santo, entre Augusto de Lima e Goitacazes), no Daniel Vaistman (mais abaixo na Espírito Santo), ou no Amadeu
 
Eu era feliz e sabia.
 
PS. Anos mais tarde, houve a Acaiaca, na São Paulo. Acho que nesta época meu roteiro já havia se mudado pras livrarias da Savassi, mas isso já é assunto pra outra postagem.
 

 

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Simone Pessoa, a livreira

 

Faz tempo desde a última vez que estive com a Simone. A pandemia e o isolamento dos dois últimos anos contribuíram para isso. Mas, mesmo antes, já não era com tanta frequência que nos encontrávamos na Ouvidor. Provavelmente, porque a mudança da FACE pro campus, em 2008, e o fim das cervejadas de sábado no bar do Jaime fizeram com que eu fosse bem menos frequente na Savassi. 
 
Ainda assim, é quase inconcebível pensar que ela não vai mais estar lá. Porque a Simone é tudo isso que está na matéria do jornal e é muito mais. Somos da mesma geração, temos referências em comum e sempre foi reconfortante chegar na Travessa ou na Ouvidor e ser atendido por ela com um sorriso e uma sugestão e, sobretudo, com a disposição de ouvir.
 
Custo a crer. Espero encontrá-la por aí. De qualquer modo, queria deixar registrado meu muito obrigado por ser quem é e pelo que fez por nós em todo este tempo. Seja feliz, Simone.
 
 
Simone Pessoa (foto de Túlio Santos)

 

terça-feira, 14 de setembro de 2021

No dia do lançamento da primeira edição d'O Capital

 

Há 154 anos, a revista Börsenblatt für den deutschen Buchhandel registrava a publicação da primeira edição do primeiro volume d'O Capital, de Marx (a nota 7571 na imagem abaixo; clique nela para ampliar). 
 
Por esta razão, é no dia 14 de setembro que comemoramos a publicação do livro. Pouco antes, desde a quarta-feira, 11 de setembro de 1867, os primeiros exemplares começaram a ser distribuídos pela casa editorial Otto Meissner, de Hamburg.
 
As mil cópias desta edição, com 796 páginas, foram impressas pela empresa Otto Wigands Buchdruckere, em Leipzig, naquela época centro da indústria gráfica alemã.
 
Curiosamente, a mesma página da revista trouxe o registro da publicação, em Stuttgart, de uma tradução alemã da Origem das Espécies, de Darwin (a nota 7576). Dois livros que mudariam radicalmente o modo como pensamos o mundo e nós mesmos.
 
 

 

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Para ler a Riqueza das Nações de Adam Smith, com Maria Pia Paganelli


A Riqueza das Nações é daqueles livros que todo mundo comenta, mas pouca gente leu de verdade. A partir de agora, há uma boa razão pra isso deixar de ser assim. É que acaba de ser lançado o guia para leitura da Riqueza das Nações preparado pela minha amiga querida, Maria Pia Paganelli!
 
Intérprete aguda e original de Smith, Maria Pia é professora da Trinity University e presidente da International Adam Smith Society
 
Seu guia apresenta, capítulo a capítulo, os principais conceitos que estruturam o livro de Adam Smith, situando suas ideias em seu contexto original e apontando aquilo que em sua obra fala ao nosso tempo.
 
Parte do livro foi elaborada durante sua estadia como professora visitante na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 2016, quando lecionou um curso sobre a Riqueza das Nações para alunos do Programa de Pós-graduação em Economia do CEDEPLAR-FACE-UFMG, o que é uma razão adicional para eu ter ficado muito contente de ver o texto publicado.
 
Aviso: o fato dela ter incluído meu nome nos agradecimentos é pura generosidade de amiga. A verdade é que, independentemente da nossa amizade, eu só posso recomendar enfaticamente a leitura do guia pra quem quiser estudar e conhecer em detalhe a obra de Smith. O meu exemplar, claro, já está encomendado.
 
A propósito, quem quiser conhecer mais sobre a leitura de Smith proposta pela Maria Pia, sugiro este artigo escrito no mesmo período de sua visita e apresentado numa mesa do Seminário de Diamantina de 2016. Publicado na revista Nova Economia do ano seguinte, está em acesso aberto e é uma boa discussão do "por que ler Smith depois de tanto tempo?".

Este outro artigo, publicado no número mais recente da mesma revista e tambem em acesos aberto, trata do tema de sua apresentação num outro Seminário de Diamantina, o de 2014, assunto que frequentou nossas conversas por algum tempo.
 
Parabéns, Maria! E boa leitura pra todos!
 
 

 

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

O capitalismo no Brasil

 

Vocês devem se recordar o recente apagão do servidor do CNPq, que tirou do ar os currículos Lattes de todo mundo. Reza a lenda, e as más línguas confirmam, que ele foi causado pelo meu colega João Antonio de Paula. Tudo teria acontecido quando o João tentou atualizar seu currículo, lançando de uma só vez sua produção acadêmica no período da pandemia, o que terminou travando o sistema.

Não, claro que não é verdade. Quem conhece o João sabe que ele não pilota computadores, nem dá bola pro seu Lattes. Mas, se non è vero, è ben trovato. De fato, o João Antonio andou aproveitando os longos meses de isolamento para tirar da gaveta, rever e publicar vários trabalhos, não só artigos, mas também livros. 
 
O mais recente destes livros eu acabei de descobrir. Digo que descobri, literalmente, porque mesmo sendo colega e amigo do João ando tendo dificuldades de acompanhar as suas publicações. Trata-se deste O Capitalismo no Brasil, que a editora apresenta como "uma visão de conjunto da economia brasileira e de suas origens coloniais até a contemporaneidade". 
 
Conheci uma versão anterior e manuscrita deste texto, que é uma tentativa de dar conta da natureza específica do capitalismo no Brasil, de pensar a formação econômica brasileira, mas sem privilegiar o ponto de vista da sucessão, êxitos e fracassos de políticas econômicas, como teimam em fazer tantos economistas. Ao contrário, adota o ângulo de análise das condições estruturais que definem nosso capitalismo, suas contradições e possibilidades. 
 
Agora, publicado em livro, o ensaio pode e deve ser lido por quem queira pensar sobre o tema, que é incontornável. O volume pode ser encontrado no site da editora e, é claro, nas "boas casas do ramo". 
 
Como notícias boas também costumam andar juntas, vou aproveitar esta postagem para divulgar mais uma novidade. O podcast ipsis litteris, editado pelo meu outro colega, Alexandre Mendes Cunha, divulgou recentemente o seu segundo episódio: desta vez, é uma entrevista com o João Antonio. O tema da conversa é bem diverso do assunto tratado no livro mas, nem por isso, menos interessante: são as consonâncias entre as obras de Rousseau e Marx, assunto de um artigo que o João publicou na Revista da SEP há alguns anos.  
 
Divirtam-se!
 

 

domingo, 14 de março de 2021

Sobre a nova edição do livro Economia da ciência, tecnologia e inovação

Recebi com enorme satisfação o convite dos organizadores para participar da segunda edição, revista e ampliada, do livro Economia da ciência, tecnologia e inovação: fundamentos teóricos e a economia global, editado pelos meus colegas e professores Márcia Rapini, Janaina Ruffoni, Leandro Alves Silva e Eduardo da Motta e Albuquerque.

Lançado originalmente em 2017, por iniciativa de pesquisadores do Cedeplar-UFMG, o livro reuniu contribuições de autores ligados a diferentes instituições universitárias. Oferecia uma apresentação de um amplo leque de temas sobre a relação entre o progresso tecnológico e o desenvolvimento econômico. Inspirados numa abordagem schumpeteriana ou evolucionária, os autores dos quinze capítulos da obra buscavam sistematizar os diversos aspectos daquela relação, além de abordar alguns tópicos de fronteira nos estudos da área. Paralelamente, o volume pretendia servir como livro-texto de apoio ao ensino de disciplinas de economia da ciência e tecnologia ou de economia industrial nos cursos de graduação e pós-graduação, cobrindo assim uma lacuna sentida pelos professores destas disciplinas (ver a resenha de Antonio Carlos Diegues sobre esta primeira edição, publicada na Revista Brasileira de Inovação).

Nesta segunda edição, outros dez capítulos foram adicionados aos originais, agora revistos a luz da experiência de seu uso desde o lançamento da primeira edição. O volume passou a integrar a coleção População & Economia, editada pelo Cedeplar, e reúne agora vinte e cinco textos, que têm os mesmos objetivos que pautaram a edição anterior. O lançamento foi realizado em 23 de fevereiro e contou com a participação inspirada do Prof. Clélio Campolina Diniz (o registro em vídeo do evento está disponível no youtube).

Entre os novos capítulos, os organizadores decidiram incluir um artigo que publiquei há algum tempo e que, no juízo destes colegas, continua sendo útil. Ele procura localizar o surgimento da teoria evolucionista "a partir de pesquisas empíricas sobre inovações tecnológicas e transformações institucionais em diferentes países, que deixaram claro as dificuldades de reconciliar os princípios centrais das teorias convencionais com os resultados obtidos nessas investigações". Em paralelo, apresento as principais características da abordagem evolucionista em economia, comparando-as com as de abordagens ditas sistêmicas adotadas em outras ciências.

O livro está com acesso aberto no site do Cedeplar. Meu capítulo -- A economia evolucionista: um capítulo sistêmico da teoria econômica? -- também pode ser facilmente obtido por meio do RePEc, a exemplo de todos demais, basta só seguir este link e clicar em download.
 
Boa leitura.
 
 
Economia da ciência, tecnologia e inovação: fundamentos teóricos e a economia global


 

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Friedrich Engels 200: still more books

This post is an update to my previous lists of books on Engels' life and work that are being published this year (check the first list and the second one).

In 2020 we celebrate the 200th anniversary of Friedrich Engels's birth. 

 





Detlef von Lehnert, Christina Morina (Hrsg.).
Friedrich Engels im Wuppertal: Auf den Spuren des Denkers, Machers und Revolutionärs im »deutschen Manchester«.
Metropol Verlag, 2020.

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Frank Jacob (Hrsg.).
Engels @ 200: Reading Friedrich Engels in the 21st Century.

Büchner-Verlag, 2020.

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Klaus Körner (Hrsg.).
E Dear Frederick! Lieber Mohr!
Friedrich Engels und Karl Marx in Briefen
.
WBG Theiss, 2020.

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Michael Driever.
Auf den Spuren von Karl Marx und Friedrich Engels.
Reise Know-How Rump, 2020.

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sábado, 7 de novembro de 2020

Friedrich Engels 200: more books

This post is an attempt to update a previous list of the books on Engels' life and work that are being published this year. In 2020 we celebrate the 200th anniversary of Friedrich Engels's birth.




Reiner Rhefus.
Friedrich Engels im Wuppertal: Auf den Spuren des Denkers, Machers und Revolutionärs im »deutschen Manchester«.
VSA: Verlag, 2020.

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Michael Roberts.
Engels 200 – his contribution to political economy.
Lulu, 2020.

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Eberhard Illner, Hans Frambach, Norbert Koubek (Hrsg.).
Friedrich Engels: Das rot-schwarze Chamäleon.
WBG, 2020.

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Zahar


Os que são da minha geração e estudaram economia, filosofia, história ou ciências sociais certamente vão se lembrar dos livros da Zahar. A editora respondia por boa parte dos lançamentos nacionais e das traduções publicadas nestas áreas.

Ainda lembro do meu encontro com a incontornável 'História da Riqueza do Homem', do Leo Huberman, leitura feita no último ano do científico, que é como se chamava o ensino médio. Depois vieram outros livros, lidos durante a graduação: Dobb, Schumpeter, Sweezy, Baran, Rosa, Marcuse, Fromm, Cardoso e Faletto, Conceição Tavares, Florestan e tantos outros. A maioria comprei nas livrarias do centro da cidade, que é onde elas se concentravam: na Itatiaia, no Zé Maria, no Daniel Vaitsman, na Vozes, no Amadeu ou na velha Copec. Quase todas não existem mais, mas os livros ainda tenho comigo.

Naquela época, a Zahar era, incontestavelmente, uma editora importante. Aos 60 anos, completados nos ano passado, sua linha editorial mudou, abrindo-se para a literatura, incorporando outras áreas e dando mais ênfase à psicanálise. O velho Jorge Zahar não está mais a frente da editora que, apesar disso, continua importante.

Estou contando isto tudo porque acabei de ler o livro aí da foto, 'A marca do Z'. É uma mistura bem feita de duas estórias que quase se confundem: a biografia de Jorge Zahar e a história da editora que ele criou. O texto é leve, bem escrito e apoiado numa pesquisa competente. O projeto gráfico é muito bonito. Vale a leitura pra quem se interessa por estas coisas, inclusive pelas memórias que o livro evoca. É isso.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Segesta lança tradução do Tratado da Circulação e do Crédito, de Isaac de Pinto.

Tratado da Circulação e do Crédito, de Isaac de PintoPor alguma razão, o lançamento em 2015 da tradução de Tratado da Circulação e do Crédito, de Isaac de Pinto, passou-me despercebido. O volume é o décimo-terceiro título da coleção Raízes do Pensamento Econômico, publicada por uma pequena editora de Curitiba, a Segesta, que há dezesseis anos vem editando uma seleção preciosa de alguns dos textos mais importantes da história do pensamento econômico.

A coleção já publicou obras de autores conhecidos da maioria dos economistas ou mesmo do público letrado, como Adam Smith, Benjamin Franklin, David Ricardo, Cantillon e Simonde de Sismondi. Publicou também autores sobre os quais poucos leitores fora do círculo dos especialistas ouviram falar, como Geminiano Montanari, Ferdinando Galiani ou Antonio Serra.

Isaac de Pinto integra esse último grupo. Nasceu em Amsterdã, em 1717, numa família de judeus de origem portuguesa, ligados ao comércio e às finanças. Seu pai, David Pinto, foi um dos mais ricos membros da comunidade sefardita de Amsterdã na primeira metade do século XVIII. Isaac seguiu os passos do pai, tornando-se acionista e diretor da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, bem como da Companhia Holandesa das Índias Orientais, e uma das figuras mais importantes da vida política e financeira em Amsterdã. Em 1759, em meio a Guerra dos Sete Anos, levantou um empréstimo de seis milhões e seiscentas mil libras para o governo inglês, valor que montava a quase 1/4 do total da dívida pública daquele país.

Traité de la circulation et du crédit, de Isaac de Pinto
Frontispício da primeira edição (1771)
do Tratado da Circulação e do Crédito.
A partir de então, seus negócios sofreram reveses que levaram a uma mudança de rumos em sua vida: mudou-se para Paris e deu início a composição de um conjunto variado de textos, que incluíram um tratado sobre questões monetárias, cujo manuscrito fez circular entre diferentes leitores, entre os quais, David Hume. Apesar de divergirem acentuadamente a respeito das questões relacionadas ao endividamento público, Hume o encorajou a publicar a obra. A edição original, com o título de Traité de la circulation et du crédit, apareceu em 1771 (e não em 1770, como sugere a tradução brasileira recém lançada). Três anos depois, uma versão em inglês foi publicada com o título de An Essay on Circulation and Credit in Four Parts. Apesar disso, o livro teve escassa circulação e repercussão

O Tratado abordava um conjunto variado de temas: a liberdade de comércio, a circulação monetária, o consumo de supérfluos, o sistema tributário e o endividamento público. Ao tratar de cada desses assuntos, Isaac de Pinto não hesitou em confrontar as visões estabelecidas por alguns dos expoentes do Iluminismo, como Voltaire, Mirabeau e Hume. Seus argumentos, apesar de originais, não foram suficientes para estabelecer sua reputação entre os analistas econômicos da época. De todo modo, a leitura do Tratado segue sendo esclarecedora do contexto e dos debates que deram origem à economia política como campo disciplinar. Para quem quiser se aprofundar na compreensão da obra, há um bom comentário escrito por José Luís Cardoso e António de Vasconcelos Nogueira, dois estudiosos portugueses.

Registro aqui meu reconhecimento e gratidão à pequena editora Segesta e ao seu proprietário e editor, Andrea Vicentini, pelo lançamento de mais essa tradução. Ninguém deve se enganar quanto a natureza do trabalho que ele vem desenvolvendo à frente da coleção Raízes do Pensamento Econômico. Andrea e sua Segesta não escolheram publicar traduções de livros antigos, de autores quase obscuros, com a expectativa de obter alguma vantagem pessoal ou lucro. Tanto assim que, além das cópias impressas que vende diretamente por meio de seu site, os volumes lançados pela editora estão igualmente disponíveis em meio eletrônico aos interessados, sem qualquer custo. Trata-se, é claro, de um trabalho movido por generosidade e paixão, que só o tornam ainda mais especial e merecedor de nosso agradecimento e simpatia. Parabéns, Andrea!



Andrea Vicentini, editor da Segesta
(foto publicada no jornal Valor, em 03/09/12).





domingo, 14 de fevereiro de 2016

Os melhores romances policiais de 2015

O ano passado não me deixou muito tempo para leituras. Ainda assim, consegui acompanhar alguns lançamentos e descobrir autores já publicados no Brasil que eu desconhecia. Para manter a tradição e compartilhar as boas experiências com que se interessar, aqui vai a minha lista dos melhores romances policiais que li em 2015.

São esses:

A entrega, Denis Lehane
A entrega, de Dennis Lehane.
Tradução de Luciano Vieira Machado.
Cia das Letras, 2015.

O rabo da serpente, de Leonardo PaduraO rabo da serpente, de Leonardo Padura.
Tradução de Diogo de Hollanda.
Benvirá, 2015.


O homem que virou fumaça, de Maj Sjöwall e Per Wahlöö.
Tradução de Maurette Brandt.
Record, 2015.







Sangue na neve, de Jo Nesbo.
Tradução de Gustavo Mesquita.
Record, 2015.









A rede, de Hakan Nesser.
Tradução de Patrícia Broers-Lehmann.
Objetiva, 2005.







Hereges, de Leonardo Padura.
Tradução de Bernardo Pericás Neto, Ari Roitman e Paulina Wacht.
Boitempo, 2015.








As listas de anos anteriores podem ser vistas aqui.

domingo, 11 de outubro de 2015

Os melhores romances policiais de 2014

Fiz o rascunho dessa postagem há um bom tempo, mas confesso que já tinha esquecido de publicá-la. Vai agora, então, com muito atraso, nem que seja para manter a série.

O ano de 2014 foi rico de novidades pra quem aprecia o gênero policial, a começar pelos lançamentos de novas edições e traduções de autores como Simenon, pela L&PM e Cia das Letras, e Agatha Christie, pela L&PM, Globo e Nova Fronteira. A exemplo do que fiz em anos anteriores, minha lista deixa de fora esses "clássicos" e se limita a indicar os melhores lançamentos entre os que tive a chance (e tempo) de ler ao longo do ano. Entre eles, dois livros mais antigos, mas somente agora lançados no Brasil: Roseanna, da dupla que deu origem à vertente nórdica do romance policial, Maj Sjöwall e Per Wahlöö, e Caçada mortal, que chegou ao Brasil simultaneamente ao lançamento do filme baseado nesse romance de Lawrence Block.

A lista é essa:

Os filhos da noite, de Dennis Lehane
Os filhos da noite, de Dennis Lehane.
Tradução de Fernanda Abreu.
Cia das Letras, 2013.



 








O Leopardo, de Jo Nesbo.
Tradução de Grete Skevik.
Record, 2014.









O beco dos mortos, de Ian Rankin.
Tradução de Álvaro Hattnher.
Cia das Letras, 2014.










Roseanna, de Maj Sjöwall e Per Wahlöö.
Tradução de Maurette Brandt.
Record, 2014.










Caçada mortal, de Lawrence Block.
Tradução de Gustavo Mesquita.
Record, 2014.




domingo, 25 de maio de 2014

Os melhores romances policiais de 2013

O ano já vai quase pela metade e ainda não publiquei minha lista dos melhores romances policiais de 2013 (consulte a lista dos melhores em 2012 e 2011). Para não quebrar a série e evitar mais demoras, vou me limitar a indicar os livros, sem maiores comentários.  Antes disso, faço dois avisos importantes.

O primeiro, é que a lista reúne os melhores policiais entre os que pude ler em 2013. Alguns foram lançados ainda em 2012. Por outro lado, alguns lançamentos de 2013 podem ter passado desapercebidos.

O segundo aviso é que não costumo incluir autores que considero bons demais pra tomarem parte em qualquer lista sob o risco de não deixarem espaço pra mais ninguém. É o caso de um Simenon, por exemplo, de quem continuo lendo os volumes relançados pela L&PM.

Na mesma linha, tomei a decisão de não incluir O homem que amava os cachorros, do cubano Leonardo Padura. Apesar de ser um autor consagrado de romances policiais, o livro não se encaixa exatamente no gênero. Além disso, ele não está apenas entre os melhores policiais lançados em 2013, mas foi o melhor romance que li no último ano. Fica, portanto, como uma recomendação à parte.

Dito isso, aqui está a minha lista dos melhores policiais de 2013. São os seguintes:

Morte em Pemberley, de P. D. James.
Tradução de Sonia Moreira.
Cia das Letras, 2013.



 





Boneco de Neve, de Jo Nesbo.
Tradução de Grete Skevik.
Record, 2013.









O Exército Furioso, de Fred Vargas.
Tradução de Dorothée de Bruchard.
Cia das Letras, 2012.









O Segredo do Lago, de Arnaldur Indridason.
Tradução de Álvaro Hattnher.
Cia das Letras, 2013.









O Clube Dante, de Mathew Pearl.
Tradução de Maria José Silveira.
Record, 2012.




terça-feira, 5 de novembro de 2013

Mészáros na UFMG

No próximo dia 26/11, o filósofo húngaro István Mészáros estará na UFMG para proferir a conferência A dialética em Lukács e o enigma do Estado e para lançar seu livro O conceito de dialética em Lukács.

Na mesma oportunidade, acontecerá o lançamento da tradução do segundo volume da Ontologia do ser social, obra póstuma do filósofo György Lukács.

Os eventos são uma realização do Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFMG e contam com o apoio do Cedeplar, através do seu grupo de pesquisa em Economia Política Contemporânea.

Meszaros na UFMG

domingo, 5 de maio de 2013

Os melhores romances policiais de 2012

No início do ano passado escrevi um post sobre os melhores romances policiais que eu li em 2011. É de longe o texto mais lido deste blog e houve até quem me agradecesse pessoalmente pelas sugestões. Vai daí que resolvi deixar as reservas de lado e retomar o tema, listando aqui os melhores livros do gênero entre aqueles que eu li em em 2012.

A exemplo dos que compuseram a primeira lista, são romances escritos por autores diferentes, com estilos bem diversos. Predominam escritores nórdicos: Henning Mankell, Arnaldur Indridason e Jo Nesbo. Comentei sobre esses autores no post anterior. Eles estão em evidência e por isso são traduzidos e lançados no Brasil com regularidade, mas o que importa é que são realmente bons no ofício.

Outro autor que integra a minha lista é um inglês que, até então, eu não conhecia. David Peace nasceu em 1967, em Yorkshire, e é o autor de uma série em quatro volumes - Red Riding Quartet - da qual os dois primeiros foram publicados no Brasil: 1974 e 1977. Os dois volumes que completam a série, 1980 e 1983, ainda não foram traduzidos. São romances inspirados em assassinatos ocorridos no norte da Inglaterra entre 1975 e 1980 e atribuídos ao estripador de Yorkshire. O texto de Peace é diferente de tudo que eu já tinha lido: seco, ritmado,com cortes rápidos. Não sei se agradará a outros, mas foi a melhor surpresa do ano na área.

Completando a relação, Donna Leon, uma americana radicada há décadas na Itália e autora de uma série de romances policiais que tem Veneza e seus arredores por cenário e, como protagonista, o impagável Commissario Guido Brunetti. Nesses livros, a autora retrata com simpatia e cumplicidade os costumes e hábitos dos moradores da Itália, uma sociedade marcada pela corrupção e pelo crime, mas também pelo amor à cultura, pela indignação diante da violência e pela capacidade de celebrar a vida.

Por fim, faço duas ressalvas. A primeira é que não tenho a pretensão de ter lido toda a literatura policial lançada em 2012, de tal modo que é possível que algum bom título tenha escapado à minha atenção. A segunda é que minha lista exclui intencionalmente os livros de alguns autores que tenho o hábito de ler mas que considero bons demais pra tomarem parte de qualquer lista sob o risco de não deixarem espaço pra mais ninguém (os livros de um Simenon, por exemplo).

Dito isso, são esses os melhores romances policias que eu li em 2012:

A quinta mulher, de Henning Mankell.
Tradução de Luciano Machado.
Cia das Letras, 2012.

Vozes, de Arnaldur Indridason
Vozes, de Arnaldur Indridason.
Tradução de Álvaro Hattnher.
Cia das Letras, 2012.

O Redentor, de Jo Nesbo. 
Tradução de Grete Skevik.
Editora Record, 2012.



Headhunters
Headhunters, de Jo Nesbo.
Tradução de Kristin Lie Garrubo.
Editora Record, 2012.

1974, de David Peace.
Tradução de Rodrigo Peixoto.
Benvirá, 2012.

Remédios mortais, de Donna Leon.
Tradução de Carlos Alberto Bárbaro.
Cia das Letras, 2012.


O fardo da nobreza, de Donna Leon.
Tradução de Carlos Alberto Bárbaro.
Cia das Letras, 2012.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Isaac Rubin e a história do pensamento econômico

Na área de economia política, um dos lançamentos aguardados no ano de 2013 é o da tradução brasileira de Istoriya Ekonomicheskoi mysli, obra do grande economista russo, Issac Rubin. O volume, um manual de história do pensamento econômico para ensino universitário, foi publicado em 1926  e reeditado algumas vezes nos anos seguintes. Tinha originalmente 39 capítulos que, na segunda edição, foram acrescidos de mais um. Eles tratam do mercantilismo e da fisiocracia, do pensamento econômico de Adam Smith e David Ricardo, chegando até ao período do declínio da Escola Clássica. Foi originalmente pensado para ser lido e estudado juntamente com um volume de Clássicos da economia política do século XVII até meados do século XIX, uma compilação organizada por Rubin de textos de economistas clássicos e pré-clássicos.

O lançamento dessa tradução para o português vem sendo preparada pela Editora da UFRJ, tendo a frente do projeto a Professora Maria Malta e o saudoso Professor Carlos Nelson Coutinho, que faleceu no ano passado, antes de ver o livro publicado. Em 2012, eles nos convidaram - a mim e ao meu colega e amigo, João Antonio de Paula - para escrever uma apresentação do livro. O convite foi aceito de pronto e o resultado é esse texto que acaba de sair na série de Textos para Discussão do Cedeplar-UFMG:
João Antonio de Paula, Hugo E. A. da Gama Cerqueira. Isaac I. Rubin e sua história do pensamento econômico. (Texto para discussão, 469) Belo Horizonte: UFMG/CEDEPLAR, 2013.
Frontispício da edição russa de 1929 da
História do Pensamento Econômico.
O texto, ao qual é possível ter acesso através do link acima, faz uma breve exposição sobre a biografia de Rubin. Em seguida, discute as tentativas de Karl Marx de escrever uma história crítica da economia política e, à luz desses elementos, analisa o sentido do esforço teórico de Rubin em sua História do Pensamento Econômico.

Lembro que a importância de Isaac Rubin e de seu livro sobre A teoria marxista do valor foram o tema de um dos primeiros comentários postados nesse blog. Nossa expectativa é de que a publicação dessa tradução da História do Pensamento Econômico sirva aos leitores brasileiros e de outros países de língua portuguesa como um meio de estimular o estudo das ideias dos economistas clássicos e de auxiliar na compreensão da crítica de Marx à economia política. Será também uma oportunidade para que esses mesmo leitores avaliem o legado de Isaac Rubin e homenageiem sua memória e seu trabalho, retirando-os do esquecimento e do silêncio em que foram lançados pelo stalinismo. Que o valor de Rubin possa ser reconhecido com justiça por aqueles que vieram depois.