Acaba de ser lançada pela Einaudi a nova edição italiana do Livro I d'O Capital, editada por Roberto Fineschi , com traduções feitas por ele e por Stefano Breda, Gabriele Schimmenti e Giovanni Sgrò.
Curiosidades sobre tudo que me interessa: de filosofia a romances policiais, de economia a imagens que dispensam qualquer comentário.
quarta-feira, 19 de junho de 2024
A nova edição italiana do Livro I d'O Capital, da Einaudi
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023
Barsa, a enciclopédia
A Folha publicou recentemente uma beleza de matéria pra quem é daquela geração que pegou os tempos áureos das enciclopédias e, dentre elas, a Barsa. Trabalho escolar naquela época era sinônimo de "consultar a enciclopédia". Não sei que fim levou a coleção que havia lá em casa, mas a Mirador Internacional, editada pelo Houaiss, eu guardo até hoje (e olhe que me toma um espaço precioso!).
Algumas coisas parecem se repetir na memória das pessoas que viveram o fetiche da Barsa. Aquele nome estranho no último verbete do último volume (Zwingli), por exemplo. A beleza das capas vermelhas gravadas com letras douradas. O fato de que os livros costumavam ficar numa prateleira mais alta da estante, o que, lá em casa, rendeu alguns tombos mais ou menos graves na tentativa temerária de alcançar algum volume. A pretensão de ler todos os volumes -- li alguns -- assim, de enfiada, verbete por verbete. E, claro, o preço altíssimo da coleção, criando a prática do pagamento em prestações. Também pudera: eram muitos volumes, com encadernação luxuosa e papel de boa qualidade, sem falar no custo da produção do texto.
O artigo me fez lembrar ainda da figura do vendedor de bibliotecas, um sujeito bem apessoado e de boa conversa, que era recebido na sala de visitas das casa de classe média e carregava uma mala com exemplares de amostra dos pesados volumes, além de folders explicativos e cópias de contratos. Profissão extinta, até onde sei. Bem que cabia como personagem de O fim do sem fim, mas não lembro de ver a figura no filme.
O texto traz algumas informações que eu não tinha e que chegam a ser chocantes. Entregar o verbete de Brasília pro Niemeyer não me parece uma ideia sensata, muito menos a ideia de confiar o verbete sobre Ayrton Senna pra sua irmã escrever... insano. Também fiquei surpreso de saber que ainda são vendidos volumes impressos da Barsa, não mais de porta em porta, mas por meio do site BarsaShop, uma modernidade... A propósito, os 18 volumes estão sendo vendidos pela bagatela de R$2.695,00. É preço promocional, quase comprei, mas me contive a tempo...
Por fim, fiquei curioso de ler a dissertação do Pedro Terres, citada no texto. E curioso, também, de saber o nome do autor da matéria, omitido sem dó pela Folha. Ah, a Folha... Outrora tão importante, hoje... mas isso já é outro assunto.
sábado, 11 de fevereiro de 2023
Sobre Arembepe, Canoa Quebrada e o capitalismo
Guardadas as muitas e grandes diferenças -- seja do lugar, seja do período e seu contexto político --, Canoa Quebrada foi para a minha geração o que Arembepe tinha sido para a geração que nos antecedeu. Visitei Canoa Quebrada pela primeira vez em 1982 ou 83, quando não havia estrada, energia elétrica ou pousadas. Todo mundo ia pra lá em busca de uma experiência "alternativa", como se dizia então, ou pelo menos pra comprar um anel ou pingente de casco de tartaruga com o famoso desenho da lua e estrela.
A fama do lugar cresceu e, com ela, o 'progresso', despertando justificadas preocupações. Me lembro que, no velho 'Sistema de Bolsas' da FACE (o PET de hoje em dia), chegamos a sonhar com um projeto de pesquisa para estudar in loco e in tempore opportuno a chegada do capitalismo ao extremo sul do litoral cearense, um pretexto mais que apropriado pra justificar uma boa e longa temporada naquela que era uma aldeia isolada de pescadores. Havia sinais claros e preocupantes de monetização das relações locais de produção (gostaram?), como o crescimento do comércio de latões d'água trazidos no lombo dos jegues para viabilizar o banho diário dos turistas ou os valores cobrados em dinheiro, e não em sorrisos, pelo aluguel de ganchos nas casas dos locais, que nos davam o direito de pendurar nossas redes pra passar a noite.
O fato, infelizmente, é que o nosso projeto de pesquisa não foi em frente. Nem chegou a ser escrito porque, apesar de jovens e animados, nós já sabíamos que nem o CNPq, nem a Capes seriam capazes de perceber o que havia de meritório na nossa proposta, frustrando qualquer expectativa de financiamento, por menor que fosse.
Por isso mesmo, devo admitir minha surpresa quando abri o Valor deste final de semana e me deparei com uma matéria sobre Arembepe que, na verdade, é uma resenha de um livro que está sendo lançado e que conta estórias passadas naquela aldeia nos anos 1970. O livro é escrito por três publicitários e jornalistas e não tem qualquer pretensão acadêmica. Mas a matéria menciona a certa altura um estudante de antropologia da Universidade Columbia, de nome Conrad Kottak que, tendo passado 16 temporadas em Arembepe, escreveu um livro com um título que poderia muito bem ser o do nosso malfadado projeto de pesquisa: Assault on Paradise: the Globalization of a Little Community in Brazil.
Li e reli este parágrafo diversas vezes, sem acreditar no que estava dito. Tive que consultar o Google para aplacar a incredulidade e quase recorri ao ChatGPT pra acabar com qualquer dúvida. O fato é que Conrad Phillip Kottak não apenas existe, como é professor emérito da Universidade de Michigan e fez extensos trabalhos de campo etnográficos no Brasil e em Madagascar (este aí sabe viver). O livro -- adivinhem -- também existe: foi publicado originalmente em 2006 e está na quarta edição (atualizada, é claro), e está anunciado na Amazon por US$26.99 mais despesas de envio (ou por míseros R$775,00 na loja brasileira da mesma Amazon, se for de sua preferência).
Resta o consolo de saber que alguém fez o que sonhamos um dia fazer. E a constatação de que, pelo visto, as agências de fomento americanas eram mais sensíveis a este tipo de investigação do que eu podia imaginar naquele longínquo 1982. Bom pra eles.
(Nas fotos: Canoa Quebrada e Arembepe, em outros tempos).
sábado, 17 de dezembro de 2022
Um roteiro de livrarias em Belo Horizonte
Um comentário do Afonso Borges publicado no twitter e reproduzido na imagem ao lado me fez pensar no trajeto pelas livrarias de Belo Horizonte que eu fazia costumeiramente no final dos anos 1970 e começo dos anos 1980. Vamos ver se ainda me lembro... sábado, 5 de fevereiro de 2022
Simone Pessoa, a livreira
terça-feira, 14 de setembro de 2021
No dia do lançamento da primeira edição d'O Capital
terça-feira, 31 de agosto de 2021
Para ler a Riqueza das Nações de Adam Smith, com Maria Pia Paganelli
A Riqueza das Nações é daqueles livros que todo mundo comenta, mas pouca gente leu de verdade. A partir de agora, há uma boa razão pra isso deixar de ser assim. É que acaba de ser lançado o guia para leitura da Riqueza das Nações preparado pela minha amiga querida, Maria Pia Paganelli!
quinta-feira, 26 de agosto de 2021
O capitalismo no Brasil
domingo, 14 de março de 2021
Sobre a nova edição do livro Economia da ciência, tecnologia e inovação
Recebi com enorme satisfação o convite dos organizadores para participar da segunda edição, revista e ampliada, do livro Economia da ciência, tecnologia e inovação: fundamentos teóricos
e a economia global, editado pelos meus colegas e professores Márcia
Rapini, Janaina Ruffoni, Leandro Alves Silva e Eduardo da Motta e
Albuquerque.
Lançado originalmente em 2017, por iniciativa de pesquisadores do Cedeplar-UFMG, o livro reuniu contribuições de autores ligados a diferentes instituições universitárias. Oferecia uma apresentação de um amplo leque de temas sobre a relação entre o progresso tecnológico e o desenvolvimento econômico. Inspirados numa abordagem schumpeteriana ou evolucionária, os autores dos quinze capítulos da obra buscavam sistematizar os diversos aspectos daquela relação, além de abordar alguns tópicos de fronteira nos estudos da área. Paralelamente, o volume pretendia servir como livro-texto de apoio ao ensino de disciplinas de economia da ciência e tecnologia ou de economia industrial nos cursos de graduação e pós-graduação, cobrindo assim uma lacuna sentida pelos professores destas disciplinas (ver a resenha de Antonio Carlos Diegues sobre esta primeira edição, publicada na Revista Brasileira de Inovação).
Nesta segunda edição, outros dez capítulos foram adicionados aos originais, agora revistos a luz da experiência de seu uso desde o lançamento da primeira edição. O volume passou a integrar a coleção População & Economia, editada pelo Cedeplar, e reúne agora vinte e cinco textos, que têm os mesmos objetivos que pautaram a edição anterior. O lançamento foi realizado em 23 de fevereiro e contou com a participação inspirada do Prof. Clélio Campolina Diniz (o registro em vídeo do evento está disponível no youtube).
Entre os novos capítulos, os organizadores decidiram incluir um artigo que publiquei há algum tempo e que, no juízo destes colegas, continua sendo útil. Ele procura localizar o surgimento da teoria evolucionista "a partir de pesquisas empíricas sobre inovações tecnológicas e transformações institucionais em diferentes países, que deixaram claro as dificuldades de reconciliar os princípios centrais das teorias convencionais com os resultados obtidos nessas investigações". Em paralelo, apresento as principais características da abordagem evolucionista em economia, comparando-as com as de abordagens ditas sistêmicas adotadas em outras ciências.
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
Friedrich Engels 200: still more books
This post is an update to my previous lists of books on Engels' life and work that
are being published this year (check the first list and the second one).
In 2020 we celebrate the 200th anniversary of Friedrich Engels's birth.
| Detlef von Lehnert, Christina Morina (Hrsg.). Friedrich Engels im Wuppertal: Auf den Spuren des Denkers, Machers und Revolutionärs im »deutschen Manchester«. Metropol Verlag, 2020. [check it] |
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| Frank Jacob (Hrsg.). Engels @ 200: Reading Friedrich Engels in the 21st Century. Büchner-Verlag, 2020. [download it] |
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| Klaus Körner (Hrsg.). E Dear Frederick! Lieber Mohr! Friedrich Engels und Karl Marx in Briefen. WBG Theiss, 2020. [check it] |
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| Michael Driever. Auf den Spuren von Karl Marx und Friedrich Engels. Reise Know-How Rump, 2020. [check it] |
sábado, 7 de novembro de 2020
Friedrich Engels 200: more books
This post is an attempt to update a previous list of the books on Engels' life and work that are being published this year. In 2020 we celebrate the 200th anniversary of Friedrich Engels's birth.
| Reiner Rhefus. Friedrich Engels im Wuppertal: Auf den Spuren des Denkers, Machers und Revolutionärs im »deutschen Manchester«. VSA: Verlag, 2020. [check it] |
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| Michael Roberts. Engels 200 – his contribution to political economy. Lulu, 2020. [check it] |
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| Eberhard Illner, Hans Frambach, Norbert Koubek (Hrsg.). Friedrich Engels: Das rot-schwarze Chamäleon. WBG, 2020. [check it] |
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Zahar
Naquela época, a Zahar era, incontestavelmente, uma editora importante. Aos 60 anos, completados nos ano passado, sua linha editorial mudou, abrindo-se para a literatura, incorporando outras áreas e dando mais ênfase à psicanálise. O velho Jorge Zahar não está mais a frente da editora que, apesar disso, continua importante.quarta-feira, 1 de junho de 2016
Segesta lança tradução do Tratado da Circulação e do Crédito, de Isaac de Pinto.
Por alguma razão, o lançamento em 2015 da tradução de Tratado da Circulação e do Crédito, de Isaac de Pinto, passou-me despercebido. O volume é o décimo-terceiro título da coleção Raízes do Pensamento Econômico, publicada por uma pequena editora de Curitiba, a Segesta, que há dezesseis anos vem editando uma seleção preciosa de alguns dos textos mais importantes da história do pensamento econômico.A coleção já publicou obras de autores conhecidos da maioria dos economistas ou mesmo do público letrado, como Adam Smith, Benjamin Franklin, David Ricardo, Cantillon e Simonde de Sismondi. Publicou também autores sobre os quais poucos leitores fora do círculo dos especialistas ouviram falar, como Geminiano Montanari, Ferdinando Galiani ou Antonio Serra.
Isaac de Pinto integra esse último grupo. Nasceu em Amsterdã, em 1717, numa família de judeus de origem portuguesa, ligados ao comércio e às finanças. Seu pai, David Pinto, foi um dos mais ricos membros da comunidade sefardita de Amsterdã na primeira metade do século XVIII. Isaac seguiu os passos do pai, tornando-se acionista e diretor da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, bem como da Companhia Holandesa das Índias Orientais, e uma das figuras mais importantes da vida política e financeira em Amsterdã. Em 1759, em meio a Guerra dos Sete Anos, levantou um empréstimo de seis milhões e seiscentas mil libras para o governo inglês, valor que montava a quase 1/4 do total da dívida pública daquele país.
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| Frontispício da primeira edição (1771) do Tratado da Circulação e do Crédito. |
Registro aqui meu reconhecimento e gratidão à pequena editora Segesta e ao seu proprietário e editor, Andrea Vicentini, pelo lançamento de mais essa tradução. Ninguém deve se enganar quanto a natureza do trabalho que ele vem desenvolvendo à frente da coleção Raízes do Pensamento Econômico. Andrea e sua Segesta não escolheram publicar traduções de livros antigos, de autores quase obscuros, com a expectativa de obter alguma vantagem pessoal ou lucro. Tanto assim que, além das cópias impressas que vende diretamente por meio de seu site, os volumes lançados pela editora estão igualmente disponíveis em meio eletrônico aos interessados, sem qualquer custo. Trata-se, é claro, de um trabalho movido por generosidade e paixão, que só o tornam ainda mais especial e merecedor de nosso agradecimento e simpatia. Parabéns, Andrea!
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| Andrea Vicentini, editor da Segesta (foto publicada no jornal Valor, em 03/09/12). |
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Os melhores romances policiais de 2015
São esses:
Sangue na neve, de Jo Nesbo.
Tradução de Patrícia Broers-Lehmann.
domingo, 11 de outubro de 2015
Os melhores romances policiais de 2014
O ano de 2014 foi rico de novidades pra quem aprecia o gênero policial, a começar pelos lançamentos de novas edições e traduções de autores como Simenon, pela L&PM e Cia das Letras, e Agatha Christie, pela L&PM, Globo e Nova Fronteira. A exemplo do que fiz em anos anteriores, minha lista deixa de fora esses "clássicos" e se limita a indicar os melhores lançamentos entre os que tive a chance (e tempo) de ler ao longo do ano. Entre eles, dois livros mais antigos, mas somente agora lançados no Brasil: Roseanna, da dupla que deu origem à vertente nórdica do romance policial, Maj Sjöwall e Per Wahlöö, e Caçada mortal, que chegou ao Brasil simultaneamente ao lançamento do filme baseado nesse romance de Lawrence Block.
A lista é essa:
Tradução de Grete Skevik.
Record, 2014.
domingo, 25 de maio de 2014
Os melhores romances policiais de 2013
O primeiro, é que a lista reúne os melhores policiais entre os que pude ler em 2013. Alguns foram lançados ainda em 2012. Por outro lado, alguns lançamentos de 2013 podem ter passado desapercebidos.O segundo aviso é que não costumo incluir autores que considero bons demais pra tomarem parte em qualquer lista sob o risco de não deixarem espaço pra mais ninguém. É o caso de um Simenon, por exemplo, de quem continuo lendo os volumes relançados pela L&PM.
Na mesma linha, tomei a decisão de não incluir O homem que amava os cachorros, do cubano Leonardo Padura. Apesar de ser um autor consagrado de romances policiais, o livro não se encaixa exatamente no gênero. Além disso, ele não está apenas entre os melhores policiais lançados em 2013, mas foi o melhor romance que li no último ano. Fica, portanto, como uma recomendação à parte.
Dito isso, aqui está a minha lista dos melhores policiais de 2013. São os seguintes:
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Mészáros na UFMG
Na mesma oportunidade, acontecerá o lançamento da tradução do segundo volume da Ontologia do ser social, obra póstuma do filósofo György Lukács.
Os eventos são uma realização do Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFMG e contam com o apoio do Cedeplar, através do seu grupo de pesquisa em Economia Política Contemporânea.

domingo, 5 de maio de 2013
Os melhores romances policiais de 2012
A exemplo dos que compuseram a primeira lista, são romances escritos por autores diferentes, com estilos bem diversos. Predominam escritores nórdicos: Henning Mankell, Arnaldur Indridason e Jo Nesbo. Comentei sobre esses autores no post anterior. Eles estão em evidência e por isso são traduzidos e lançados no Brasil com regularidade, mas o que importa é que são realmente bons no ofício.
Outro autor que integra a minha lista é um inglês que, até então, eu não conhecia. David Peace nasceu em 1967, em Yorkshire, e é o autor de uma série em quatro volumes - Red Riding Quartet - da qual os dois primeiros foram publicados no Brasil: 1974 e 1977. Os dois volumes que completam a série, 1980 e 1983, ainda não foram traduzidos. São romances inspirados em assassinatos ocorridos no norte da Inglaterra entre 1975 e 1980 e atribuídos ao estripador de Yorkshire. O texto de Peace é diferente de tudo que eu já tinha lido: seco, ritmado,com cortes rápidos. Não sei se agradará a outros, mas foi a melhor surpresa do ano na área.
Por fim, faço duas ressalvas. A primeira é que não tenho a pretensão de ter lido toda a literatura policial lançada em 2012, de tal modo que é possível que algum bom título tenha escapado à minha atenção. A segunda é que minha lista exclui intencionalmente os livros de alguns autores que tenho o hábito de ler mas que considero bons demais pra tomarem parte de qualquer lista sob o risco de não deixarem espaço pra mais ninguém (os livros de um Simenon, por exemplo).
Dito isso, são esses os melhores romances policias que eu li em 2012:
A quinta mulher, de Henning Mankell.
Tradução de Luciano Machado.
Cia das Letras, 2012.
Vozes, de Arnaldur Indridason.
Tradução de Álvaro Hattnher.
Cia das Letras, 2012.
O Redentor, de Jo Nesbo.
Tradução de Grete Skevik.
Editora Record, 2012.
Headhunters, de Jo Nesbo.
Tradução de Kristin Lie Garrubo.
Editora Record, 2012.
1974, de David Peace.
Tradução de Rodrigo Peixoto.
Benvirá, 2012.
Remédios mortais, de Donna Leon.
Tradução de Carlos Alberto Bárbaro.
Cia das Letras, 2012.
O fardo da nobreza, de Donna Leon.
Tradução de Carlos Alberto Bárbaro.
Cia das Letras, 2012.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Isaac Rubin e a história do pensamento econômico
O lançamento dessa tradução para o português vem sendo preparada pela Editora da UFRJ, tendo a frente do projeto a Professora Maria Malta e o saudoso Professor Carlos Nelson Coutinho, que faleceu no ano passado, antes de ver o livro publicado. Em 2012, eles nos convidaram - a mim e ao meu colega e amigo, João Antonio de Paula - para escrever uma apresentação do livro. O convite foi aceito de pronto e o resultado é esse texto que acaba de sair na série de Textos para Discussão do Cedeplar-UFMG:
João Antonio de Paula, Hugo E. A. da Gama Cerqueira. Isaac I. Rubin e sua história do pensamento econômico. (Texto para discussão, 469) Belo Horizonte: UFMG/CEDEPLAR, 2013.
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| Frontispício da edição russa de 1929 da História do Pensamento Econômico. |
Lembro que a importância de Isaac Rubin e de seu livro sobre A teoria marxista do valor foram o tema de um dos primeiros comentários postados nesse blog. Nossa expectativa é de que a publicação dessa tradução da História do Pensamento Econômico sirva aos leitores brasileiros e de outros países de língua portuguesa como um meio de estimular o estudo das ideias dos economistas clássicos e de auxiliar na compreensão da crítica de Marx à economia política. Será também uma oportunidade para que esses mesmo leitores avaliem o legado de Isaac Rubin e homenageiem sua memória e seu trabalho, retirando-os do esquecimento e do silêncio em que foram lançados pelo stalinismo. Que o valor de Rubin possa ser reconhecido com justiça por aqueles que vieram depois.






































