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segunda-feira, 5 de maio de 2025

No Dia M - o aniversário de Marx

O pequeno Carl (assim mesmo, Carl com "C") veio ao mundo na madrugada de uma terça-feira, 5 de maio de 1818. Nasceu na casa alugada pelo pai, que ficava na Brückenstraße (Rua da Ponte), na distante e provinciana cidadezinha de Trier, no extremo oeste da Prússia.
 
Era o terceiro filho de Heinrich Marx e de sua esposa, Henriette. Tinha dois irmãos Mauritz David e Sophie, aos quais se somariam, nos anos seguintes, Hermann, Henriette, Louise, Emilie, Caroline e Eduard. 
 
O pai era um advogado próspero, que provinha de família judaica, como a mãe. Ambos tiveram que se converter ao cristianismo. Carl seguiu a trilha, sendo batizado aos seis anos de idade.
 
De sua infância e juventude temos pouco conhecimento. Sabemos que era muito travesso e que era, ao mesmo tempo, amado e temido, e encantava as irmãs contando estórias.
 
Entre os amigos e parceiros de brincadeiras havia um certo Edgar e sua irmã mais velha, Jenny. Anos depois, Carl se apaixonaria pela menina. Noivaram em segredo e, finalmente, casaram-se em 1843. Mas isso já é assunto para outro texto.
 
 
Karl Marx em Bonn; desenho feito por Heinrich Rosbach em 1835/1836.

 
 
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PS. tudo isso eu aprendi lendo o primeiro volume da biografia escrita pelo Michael Heinrich (Karl Marx e o nascimento da sociedade moderna), o que é um bom pretexto para voltar a recomendar sua leitura.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Sem comentários (28)

 

O boneco de Marx é o mascote do Niners Chemnitz, time alemão de basquete da cidade de Chemnitz (Saxônia) que, entre 1953 e 1990, era conhecida como Karl Marx Stadt.


Mascote do Niners Chemnitz, time alemão de basquete da cidade de Chemnitz, na Saxônia.
Fonte: https://www.ballineurope.com/karl-marx-niners-chemnitz-fiba-europe-cup-8394/

quarta-feira, 19 de junho de 2024

A nova edição italiana do Livro I d'O Capital, da Einaudi

Acaba de ser lançada pela Einaudi a nova edição italiana do Livro I d'O Capital, editada por Roberto Fineschi , com traduções feitas por ele e por Stefano Breda, Gabriele Schimmenti e Giovanni Sgrò.

Trata-se da mais completa tradução da obra de Marx: é baseada na 4ª edição alemã de 1890, mas o texto traz todas as variantes das edições alemãs anteriores (1867, 1872/3, 1883) e da edição francesa (1872-75), além de uma nova tradução do assim chamado Capítulo VI (inédito) e, se não bastasse, também do manuscrito redigido por Marx em 1871/2 ao preparar a 2ª edição alemã (Ergänzungen und Veränderungen zum ersten Band des “Kapitals”).
 
Numa palavra, o volume traz todos os textos que Marx escreveu com a intenção de realizar o I livro de "O Capital".
 
Naturalmente, o trabalho apoiou-se na edição histórico-crítica das obras de Marx e Engels (a MEGA2) e, como as fotos deixam ver, o projeto gráfico é belíssimo, à altura da obra.
 
Meus sinceros parabéns ao Roberto e a todos que trabalharam para realizar esta edição, que será muito útil não apenas para os italianos, mas para todos os leitores de línguas latinas!
 

 

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Kevin Anderson no Cedeplar

O Professor Kevin Anderson apresentará um seminário no Cedeplar no dia 20/09 (quarta-feira, às 14 horas, no auditório 4 da FACE). O tema da apresentação será "Marx’s Late Writings: Concepts of revolutionary change and of alternatives to capitalism".

É a segunda vez que Anderson vem ao Cedeplar e uma excelente oportunidade para discutir os trabalhos teóricos de Marx nos últimos anos de sua vida.

O evento, que integra a série de seminário da Pós-graduação em Economia, é aberto a todos/as interessados/as. 



sábado, 31 de dezembro de 2022

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Simon Clarke (1946-2022)

Simon Clarke faleceu na terça-feira (27/12).
 
Pouco conhecido no Brasil, mesmo entre os estudiosos da obra de Marx, foi menos lido ou citado do que devia. 
 
Alguns de seus livros são marcos importantes na literatura sobre as teorias do valor, das crises e do Estado, começando por Marx, marginalism and modern sociology (1982); Keynesianism, monetarism and the crisis of the state (1988); Marx's theory of crisis (1994); e o volume que organizou sobre The state debate (1991).
 
Foi também autor de vários estudos sobre relações de trabalho na Rússia, na China e no Vietnã.
 
Os originais (preprints) destes livros e do seu guia de leitura d'O Capital, bem como de vários artigos, podem ser encontrados na sua velha página pessoal no site na Universidade de Warwick.Também há algo no Libcom

RIP Simon Clarke (1946-2022).
 

terça-feira, 14 de setembro de 2021

No dia do lançamento da primeira edição d'O Capital

 

Há 154 anos, a revista Börsenblatt für den deutschen Buchhandel registrava a publicação da primeira edição do primeiro volume d'O Capital, de Marx (a nota 7571 na imagem abaixo; clique nela para ampliar). 
 
Por esta razão, é no dia 14 de setembro que comemoramos a publicação do livro. Pouco antes, desde a quarta-feira, 11 de setembro de 1867, os primeiros exemplares começaram a ser distribuídos pela casa editorial Otto Meissner, de Hamburg.
 
As mil cópias desta edição, com 796 páginas, foram impressas pela empresa Otto Wigands Buchdruckere, em Leipzig, naquela época centro da indústria gráfica alemã.
 
Curiosamente, a mesma página da revista trouxe o registro da publicação, em Stuttgart, de uma tradução alemã da Origem das Espécies, de Darwin (a nota 7576). Dois livros que mudariam radicalmente o modo como pensamos o mundo e nós mesmos.
 
 

 

domingo, 14 de março de 2021

Nos 138 anos da morte de Marx

Os últimos dias de Karl Marx foram marcados pelo sofrimento causado pela morte de Jenny, sua filha mais velha, em 11 de janeiro daquele ano de 1883, e pelas dores provocadas pela doença que o acometeu.

Rouco a ponto de mal poder falar, sem apetite e com dificuldade de engolir alimentos e, finalmente, com um abcesso no pulmão, ele permaneceu em seu quarto sem poder trabalhar, lendo romances franceses e catálogos de editores.

Numa carta escrita a Friedrich Sorge, Engels contava que naquelas semanas, toda vez que ele se dirigia à casa de Marx para visitá-lo, temia, ao chegar em sua rua, encontrar as cortinas da casa abaixadas em sinal de luto.

Numa quarta-feira, 14 de março, há exatos 138 anos, ele chegou à casa de Marx por volta das 14h30 e encontrou a família em lágrimas. Helene Demuth subiu ao quarto para verificar se Marx poderia receber o amigo e o encontrou adormecido. Retornou a sala e convidou Engels a subir. Quando entraram no quarto, encontraram Marx sem pulso ou respiração: "num intervalo de dois minutos ele havia falecido, em paz e sem dor".

O funeral foi realizado três dias depois, no cemitério de Highgate. Marx havia pedido uma cerimônia simples e restrita a um pequeno grupo. Foi sepultado no mesmo túmulo em que Jenny, sua esposa. Compareceram apenas onze pessoas, que ouviram o discurso que Engels pronunciou a beira da sepultura e que terminou com estas palavras: "Seu nome perdurará através dos séculos, assim como sua obra". Engels nunca esteve tão certo. 

Marx não dirigiu nenhuma revolução vitoriosa, não criou nenhum partido duradouro, nem sequer concluiu a obra teórica a qual dedicou seus melhores anos de vida. Seu legado, porém, continua vivo até hoje, porque as questões que formulou continuam sendo as questões incontornáveis do nosso tempo e não há razão alguma para supor que, para enfrentá-las, podemos renunciar a sua reflexão. 

Viva Marx!

 

Karl Marx 1882
A última foto de Marx, feita em Argel, em fevereiro de 1882.


domingo, 31 de janeiro de 2021

Sem comentários (26)

Sorry for not being able to identify the author of this image.
If you know her/him, please let me know.

 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Teodor Shanin (1930 - 2020)

A primeira vez em que ouvi falar de Teodor Shanin foi durante minha graduação. Alguns de seus textos eram leitura recomendada numa disciplina de Economia Agrícola, ministrada pela saudosa Maria Regina Nabuco. Ela era uma professora que, além de competente, era muito entusiasmada, e tinha retornado há pouco tempo do doutoramento na Universidade de Manchester, na Inglaterra, onde Shanin lecionava desde 1974. Lembro que a lista de leituras da disciplina era extensa, um verdadeiro guia pra quem quisesse entender o assunto.

Naquele tempo, de bibliotecas paupérrimas e em que não havia internet, era comum que cada professor organizasse apostilas com cópias dos textos indicados. As apostilas da Regina eram muitas e alentadas, e incluíam textos de Peasants and Peasant Societies, um volume (um reader) editado por Shanin com trabalhos de referência sobre o campesinato e as relações de produção no campo, temas em que ele tinha se tornado um pesquisador renomado. Eu era ignorante demais pra poder compreender a importância do que estava lendo então e recordo que tinha enorme dificuldade de entender as diferenças entre as várias formas de relações de produção não-capitalistas que nos eram apresentadas. Lembro que acabei fazendo um trabalho em grupo para aquela disciplina, que consistia de alguma econometria bem básica com dados dos censos agrícolas de 1960 e 1975: um desafio pra quem trabalhava com calculadoras Texas ou HP, mas que também não deixava de ser uma forma de escapar do problema de entender aquele emaranhado de conceitos teóricos.

Somente anos mais tarde é que fui ler outro dos livros mais importantes de Shanin, Late Marx and the Russian Road: Marx and the Peripheries of Capitalism, em que ele discute o modo como Marx aborda as sociedades ditas periféricas, como a Rússia: suas particularidades e os desafios de pensar suas formas próprias de transição para a modernidade. Além de capítulos escritos por Shanin e seus colegas, o livro reunia uma versão em inglês da famosa troca de cartas entre Vera Zasulich e Marx, incluindo os vários rascunhos da resposta de Marx que foram descobertos por Riazanov, e que são tão reveladores das dificuldades enfrentadas por Marx em sua reflexão sobre o assunto, bem como textos de Chernyshevsky e documentos do movimento revolucionário Narodnaya Volya, que de algum modo influenciaram a compreensão de Marx sobre a situação russa e, por extensão, dos países periféricos. A publicação deste livro deu início a um debate sobre o tema que se estende até hoje em dia e que venho tentando acompanhar.

Ontem fui surpreendido com a notícia da morte de Shanin na terça-feira, 04/02. Lendo os poucos obtuários publicados até aqui, descobri coisas sobre ele que ignorava completamente: que, quando era adolescente, esteve exilado com a família na Sibéria; que participou da guerra na Palestina em 1948-9, a guerra que levou à independência de Israel; e que criou e dirigiu uma Escola de Ciências Sociais e Econômicas de Moscou (Shaninka), instituição financiada com recursos do fundo criado por Geroge Soros, e que foi parte de um longo esforço empreendido por Shanin, iniciado ainda durante a perestroika, para renovar o ensino de humanidades na Rússia.

Dizem que ele era um tipo quixotesco, dado a encarar desafios tidos por impossíveis, e a levar cada um deles até seu bom termo. O que sei é que ele foi um acadêmico e pesquisador de grande estatura e que a marca característica de seu trabalho era a busca da interdisciplinaridade. Uma marca que que já se evidencia em seus estudos de graduação, cursados em sociologia e em economia, e que se explicita em suas obras, que combinam métodos e recursos teóricos de sociologia, história, economia, política e filosofia. Marca que se deixa também revelar nos autores que Shanin citava como influências determinantes de seu trabalho: Mark Bloch, Alexander Chayanov, Charles Wright Mills and Paul Baran. Interdisciplinaridade que, longe de ser um capricho ou moda, colocou-se como uma exigência para quem, como ele, buscou superar visões simplistas e deterministas dos processos de modernização social, procurando compreender a natureza complexa das sociedades ditas não-desenvolvidas ou em desenvolvimento e desafiando a maneira como a economia convencional ou neoclássica analisa e propõe políticas para estas sociedades. Sua obra fica, certamente, como exemplo e inspiração.

Teodor Shanin (1930-2020)



segunda-feira, 4 de junho de 2018

Marcello Musto no Cedeplar-UFMG

Faço aqui um pequeno registro da nossa atividade de hoje no Cedeplar-UFMG, quando contamos com a visita de Marcello Musto, professor da Universidade de York (Canadá), que apresentou um seminário sobre o sentido e a natureza das pesquisas de Karl Marx em seus últimos anos de vida. Ao final, ele autografou a recém-lançada tradução brasileira de seu livro, O Velho Marx.

Em meu nome e dos colegas que compõem o grupo de pesquisas em Economia Política Contemporânea, faço o nosso agradecimento a todos que estiveram presentes (e também ao nosso colega João Tonucci, por ter nos cedido uma das fotografias reproduzidas abaixo).



Seminário de Marcello Musto no Cedeplar-UFMG (04/06/2018)

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O velho Marx

Marcello Musto, professor da Universidade de York (Canadá), estará no Cedeplar-UFMG para apresentar um seminário sobre as pesquisas de Marx nos últimos anos de sua vida.

O evento, organizado pelo grupo de pesquisa em Economia Política Contemporânea, acontecerá na segunda-feira, 04/06, às 11h, no auditório 1 da FACE-UFMG e integra a série de Seminários do Programa de Pós-graduação em Economia.

O Professor Musto é autor do livro O Velho Marx, cuja tradução está sendo lançada no Brasil pela Editora Boitempo.

O seminário é aberto ao público interessado. Estão todos convidados!


The research of the late Marx

segunda-feira, 14 de maio de 2018

A pesquisa sobre a obra de Marx no âmbito do Cedeplar e da UFMG.

Em função das comemorações em torno dos 200 anos do nascimento de Karl Marx, a imprensa tem publicado várias matérias e comentários sobre suas ideias e sua influência.

Tomo a liberdade de chamar a atenção para uma matéria publicada no site da Universidade Federal de Minas Gerais com o título de "Pesquisadores da Face estudam manuscritos inéditos de Marx". Ela relata o trabalho que um grupo de pesquisadores do Cedeplar - entre os quais, este que vos escreve - vem desenvolvendo desde 2008 em torno da compreensão do sentido sentido teórico de alguns manuscritos inéditos de Marx. Ela é parte de uma série mais ampla de matérias sobre o pensador alemão.





Aproveito também para mencionar o artigo publicado no caderno Cultura & Estilo do jornal Valor Econômico com o título de "Marx: ontem, hoje e amanhã". A matéria foi publicada no final de abril e, ao lado de outros professores entrevistados pelo jornalista Cyro Andrade, faço alguns comentários sobre a atualidade da obra de Marx.

domingo, 6 de maio de 2018

Uma entrevista com Michael Heinrich na Ilustríssima

Meu amigo Silvestre chamou minha atenção para a entrevista com Michael Heinrich na Ilustríssima de hoje e eu agradeço a ele por isso. Gosto do que o Heinrich tem a dizer sobre Marx e recomendo a leitura pra quem mais se interessar pelo assunto. Adorei especialmente a frase do Egon Friedell que ele cita e que eu ainda não conhecia: "Marxistas são pessoas que nunca entenderam Marx". Pois é...

Por outro lado, é a Folha sendo a Folha. Reconheço que tentaram ser simpáticos mas, permitam a franqueza do comentário: acho incrível como não conseguem escapar de alguns lugares comuns. Por exemplo, parece que no Brasil é proibido falar em Marx sem mencionar FHC (ou Gianotti) e o famoso seminário uspiano sobre O Capital. É um caso extremo de paroquialismo movido, ao que parece, pela mais completa ignorância do que se passa em qualquer parte do Brasil que fique a mais de 100 km da Praça da Sé...

Outra coisa típica é esta salada de frutas de referências que vem a propósito de sei-lá-eu-o-quê. Pergunto: por que a entrevista com o Heinrich tem que ser antecedida de comentários sobre Zizek ou referências a Anderson, Badiou, Sarlo!?! Nada contra Zizek ou quem quer que seja, mas o que o "lé" tem a ver com o "cré"? São coisas inteiramente distintas... Perderam a oportunidade de apresentar o entrevistado, de comentar seu trabalho anterior, o que, penso eu, faria muito mais sentido.

Pra terminar, a inevitável pergunta sobre o Brasil!!! Eu lamento que o Heinrich não tenha simplesmente se negado a responder, mas o problema é bem menos a resposta dele e muito mais o de entender este mistério (que também vale pra outros entrevistados estrangeiros): por que é que os jornalistas e editores acham que um professor de Berlim que é biógrafo de Marx tem coisas importantes a dizer sobre o PT ou a política brasileira? Que tristeza...

Michael Heinrich

Novas biografias de Marx

Para quem é visto por aí como um pensador a ser esquecido, a última década foi até bem pródiga na publicação de novas e alentadas biografias de Karl Marx. Entre as que tiveram maior destaque, e que foram rapidamente traduzidas para o português, podemos mencionar os volumes escritos por Mary Gabriel, Jonathan Sperber, Gareth Stedman Jones.

Em 2018, o ano em que comemoramos o 200° aniversário do velho Mouro, são esperados vários lançamentos. Na Inglaterra, acaba de ser publicada a tradução inglesa da biografia escrita pelo sueco Sven-Eric Liedman, A World to Win: the Life and Works of Karl Marx. Uma resenha do livro, assinada por Adam Tooze, foi publicada anteontem no Financial Times.

Aqui no Brasil, além da biografia em quadrinhos de Anne Simon e Corinne Maier, é esperado o lançamento de um novo volume escrito por José Paulo Netto, que é por assim dizer o decano do marxismo brasileiro, e a publicação de uma tradução de O velho Marx, um pequeno livro de Marcello Musto, professor italiano radicado no Canadá, que trata exclusivamente dos dois últimos anos de sua vida.

Mas o lançamento mais aguardado, aqui e no exterior, é certamente da nova biografia escrita por Michael Heinrich, Karl Marx e o nascimento da sociedade moderna. Prevista para ocupar três grossos volumes, o primeiro deles acaba de ser publicado na Alemanha e deverá estar disponível em português até o final de maio (e, em seguida, em inglês, espanhol e francês). Trata do período entre o nascimento de Marx, em 1818, e o ano em que defendeu sua tese de doutoramento, 1841.

Não há nada de trivial em propor uma nova biografia de um autor sobre quem já se escreveu tanto e diante de quem parece impossível ficar indiferente. Além de um conhecimento seguro da história europeia no século XIX e da história das ideias em áreas tão diferentes como a filosofia, a política e a economia, é preciso conhecer o imenso legado teórico de Marx, boa parte do qual ainda está preservado na forma de manuscritos inéditos. Heinrich, sem dúvida, é um dos autores contemporâneos mais bem preparados para esta tarefa. Neste vídeo, produzido pela Editora Boitempo, ele explica as razões que o motivaram a escrever esta nova biografia, aponta as lacunas e falhas mais comuns nas tentativas dos biógrafos anteriores e enfatiza o fio condutor de sua pesquisa, proporcionado pela compreensão da estreita conexão entre a vida e a obra de Marx.



sábado, 5 de maio de 2018

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Sem comentários (18)

Just received the message below. What else can I say except... "Thank you Karl! That means a lot coming from you."




quarta-feira, 14 de março de 2018

O túmulo de Marx

Karl Marx faleceu há 135 anos, na tarde de um dia 14 de março, como hoje. A foto abaixo, feita por Ricardo Bellofiore, mostra a lápide original de sua sepultura. Simples e digna, como ele gostaria. Muito mais digna do que aquela estátua horrenda que, mais tarde, seria colocada em seu lugar, em Highgate Cemetery. Registro aqui o comentário de Michael Heinrich:
 
"Whoever visits the grave of Karl Marx at Highgate Cemetery in London encounters a gigantic pedestal upon which a gigantic bust of Marx is enthroned. One has to look up at him. Directly under the bust, “Workers of all lands unite” is written in golden letters, and further down, also in gold, “Karl Marx.” Below that, a simple, small headstone is placed within the pedestal, which names without pomp and gold those buried here: besides Karl Marx, there is his wife Jenny, his grandson Harry Longuet, and his daughters Eleanor and Helene Demuth, who led the Marx household for decades.

Marx selected the plain headstone himself after the death of his wife. Showing off was not his thing. He explicitly asked for a quiet funeral restricted to a small circle. Only eleven people took part. Friedrich Engels was able to prevent plans by the German Social Democratic Party to erect a monument to Marx at the cemetery. He wrote to August Bebel that the family was against such a monument, since the simple headstone “would be desecrated in their eyes if replaced by a monument”. (MECW 47, p. 17).

Around 70 years later, nobody was left to protect Marx’s grave. The present monument was commissioned by the Communist Party of Great Britain and unveiled in 1956. Only cemetery regulations prevented it from being even bigger. The Marxists had asserted themselves against Marx." (Michael Heinrich, "Je ne suis pas marxiste").