Curiosidades sobre tudo que me interessa: de filosofia a romances policiais, de economia a imagens que dispensam qualquer comentário.
segunda-feira, 5 de maio de 2025
No Dia M - o aniversário de Marx
sexta-feira, 24 de janeiro de 2025
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quarta-feira, 19 de junho de 2024
A nova edição italiana do Livro I d'O Capital, da Einaudi
Acaba de ser lançada pela Einaudi a nova edição italiana do Livro I d'O Capital, editada por Roberto Fineschi , com traduções feitas por ele e por Stefano Breda, Gabriele Schimmenti e Giovanni Sgrò.
quinta-feira, 14 de setembro de 2023
Kevin Anderson no Cedeplar
O Professor Kevin Anderson apresentará um seminário no Cedeplar no dia 20/09 (quarta-feira, às 14 horas, no auditório 4 da FACE). O tema da apresentação será "Marx’s Late Writings: Concepts of revolutionary change and of alternatives to capitalism".
É a segunda vez que Anderson vem ao Cedeplar e uma excelente oportunidade para discutir os trabalhos teóricos de Marx nos últimos anos de sua vida.
O evento, que integra a série de seminário da Pós-graduação em Economia, é aberto a todos/as interessados/as.
sábado, 31 de dezembro de 2022
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"Afinal, Marx estava certo?", pergunta Der Spiegel na sua última capa.
Eu respondo ou vocês respondem?
sexta-feira, 30 de dezembro de 2022
Simon Clarke (1946-2022)
terça-feira, 14 de setembro de 2021
No dia do lançamento da primeira edição d'O Capital
domingo, 14 de março de 2021
Nos 138 anos da morte de Marx
Os
últimos dias de Karl Marx foram marcados pelo sofrimento causado pela
morte de Jenny, sua filha mais velha, em 11 de janeiro daquele ano de
1883, e pelas dores provocadas pela doença que o acometeu.
Rouco a
ponto de mal poder falar, sem apetite e com dificuldade de engolir
alimentos e, finalmente, com um abcesso no pulmão, ele permaneceu em seu
quarto sem poder trabalhar, lendo romances franceses e catálogos de
editores.
Numa carta escrita a Friedrich Sorge, Engels contava
que naquelas semanas, toda vez que ele se dirigia à casa de Marx para
visitá-lo, temia, ao chegar em sua rua, encontrar as cortinas da casa
abaixadas em sinal de luto.
Numa quarta-feira, 14 de março, há
exatos 138 anos, ele chegou à casa de Marx por volta das 14h30 e
encontrou a família em lágrimas. Helene Demuth subiu ao quarto para verificar se Marx poderia receber o amigo e o encontrou adormecido.
Retornou a sala e convidou Engels a subir. Quando entraram no quarto,
encontraram Marx sem pulso ou respiração: "num intervalo de dois minutos
ele havia falecido, em paz e sem dor".
O funeral foi realizado
três dias depois, no cemitério de Highgate. Marx havia pedido uma
cerimônia simples e restrita a um pequeno grupo. Foi sepultado no mesmo túmulo em que Jenny, sua esposa. Compareceram apenas onze pessoas, que
ouviram o discurso que Engels pronunciou a beira da sepultura e que
terminou com estas palavras: "Seu nome perdurará através dos séculos,
assim como sua obra". Engels nunca esteve tão certo.
Marx não dirigiu nenhuma revolução vitoriosa, não criou nenhum partido duradouro, nem sequer concluiu a obra teórica a qual dedicou seus melhores anos de vida. Seu legado, porém, continua vivo até hoje, porque as questões que formulou continuam sendo as questões incontornáveis do nosso tempo e não há razão alguma para supor que, para enfrentá-las, podemos renunciar a sua reflexão.
Viva Marx!
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A última foto de Marx, feita em Argel, em fevereiro de 1882. |
domingo, 31 de janeiro de 2021
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sábado, 4 de julho de 2020
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
Teodor Shanin (1930 - 2020)
Naquele tempo, de bibliotecas paupérrimas e em que não havia internet, era comum que cada professor organizasse apostilas com cópias dos textos indicados. As apostilas da Regina eram muitas e alentadas, e incluíam textos de Peasants and Peasant Societies, um volume (um reader) editado por Shanin com trabalhos de referência sobre o campesinato e as relações de produção no campo, temas em que ele tinha se tornado um pesquisador renomado. Eu era ignorante demais pra poder compreender a importância do que estava lendo então e recordo que tinha enorme dificuldade de entender as diferenças entre as várias formas de relações de produção não-capitalistas que nos eram apresentadas. Lembro que acabei fazendo um trabalho em grupo para aquela disciplina, que consistia de alguma econometria bem básica com dados dos censos agrícolas de 1960 e 1975: um desafio pra quem trabalhava com calculadoras Texas ou HP, mas que também não deixava de ser uma forma de escapar do problema de entender aquele emaranhado de conceitos teóricos.
Somente anos mais tarde é que fui ler outro dos livros mais importantes de Shanin, Late Marx and the Russian Road: Marx and the Peripheries of Capitalism, em que ele discute o modo como Marx aborda as sociedades ditas periféricas, como a Rússia: suas particularidades e os desafios de pensar suas formas próprias de transição para a modernidade. Além de capítulos escritos por Shanin e seus colegas, o livro reunia uma versão em inglês da famosa troca de cartas entre Vera Zasulich e Marx, incluindo os vários rascunhos da resposta de Marx que foram descobertos por Riazanov, e que são tão reveladores das dificuldades enfrentadas por Marx em sua reflexão sobre o assunto, bem como textos de Chernyshevsky e documentos do movimento revolucionário Narodnaya Volya, que de algum modo influenciaram a compreensão de Marx sobre a situação russa e, por extensão, dos países periféricos. A publicação deste livro deu início a um debate sobre o tema que se estende até hoje em dia e que venho tentando acompanhar.
Ontem fui surpreendido com a notícia da morte de Shanin na terça-feira, 04/02. Lendo os poucos obtuários publicados até aqui, descobri coisas sobre ele que ignorava completamente: que, quando era adolescente, esteve exilado com a família na Sibéria; que participou da guerra na Palestina em 1948-9, a guerra que levou à independência de Israel; e que criou e dirigiu uma Escola de Ciências Sociais e Econômicas de Moscou (Shaninka), instituição financiada com recursos do fundo criado por Geroge Soros, e que foi parte de um longo esforço empreendido por Shanin, iniciado ainda durante a perestroika, para renovar o ensino de humanidades na Rússia.
Dizem que ele era um tipo quixotesco, dado a encarar desafios tidos por impossíveis, e a levar cada um deles até seu bom termo. O que sei é que ele foi um acadêmico e pesquisador de grande estatura e que a marca característica de seu trabalho era a busca da interdisciplinaridade. Uma marca que que já se evidencia em seus estudos de graduação, cursados em sociologia e em economia, e que se explicita em suas obras, que combinam métodos e recursos teóricos de sociologia, história, economia, política e filosofia. Marca que se deixa também revelar nos autores que Shanin citava como influências determinantes de seu trabalho: Mark Bloch, Alexander Chayanov, Charles Wright Mills and Paul Baran. Interdisciplinaridade que, longe de ser um capricho ou moda, colocou-se como uma exigência para quem, como ele, buscou superar visões simplistas e deterministas dos processos de modernização social, procurando compreender a natureza complexa das sociedades ditas não-desenvolvidas ou em desenvolvimento e desafiando a maneira como a economia convencional ou neoclássica analisa e propõe políticas para estas sociedades. Sua obra fica, certamente, como exemplo e inspiração.
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Teodor Shanin (1930-2020) |
sábado, 5 de outubro de 2019
Sem comentários (20)
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"Menos trabalho para todos". Imagem de autor desconhecido, criada presumivelmente nos anos 1970 Fonte: https://www.emuseum.ch/en/objects/20915/weniger-arbeit-fur-alle |
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Marcello Musto no Cedeplar-UFMG
quinta-feira, 24 de maio de 2018
O velho Marx
O evento, organizado pelo grupo de pesquisa em Economia Política Contemporânea, acontecerá na segunda-feira, 04/06, às 11h, no auditório 1 da FACE-UFMG e integra a série de Seminários do Programa de Pós-graduação em Economia.
O Professor Musto é autor do livro O Velho Marx, cuja tradução está sendo lançada no Brasil pela Editora Boitempo.
O seminário é aberto ao público interessado. Estão todos convidados!
segunda-feira, 14 de maio de 2018
A pesquisa sobre a obra de Marx no âmbito do Cedeplar e da UFMG.
Tomo a liberdade de chamar a atenção para uma matéria publicada no site da Universidade Federal de Minas Gerais com o título de "Pesquisadores da Face estudam manuscritos inéditos de Marx". Ela relata o trabalho que um grupo de pesquisadores do Cedeplar - entre os quais, este que vos escreve - vem desenvolvendo desde 2008 em torno da compreensão do sentido sentido teórico de alguns manuscritos inéditos de Marx. Ela é parte de uma série mais ampla de matérias sobre o pensador alemão.
Aproveito também para mencionar o artigo publicado no caderno Cultura & Estilo do jornal Valor Econômico com o título de "Marx: ontem, hoje e amanhã". A matéria foi publicada no final de abril e, ao lado de outros professores entrevistados pelo jornalista Cyro Andrade, faço alguns comentários sobre a atualidade da obra de Marx.
domingo, 6 de maio de 2018
Uma entrevista com Michael Heinrich na Ilustríssima
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Michael Heinrich |
Novas biografias de Marx
sábado, 5 de maio de 2018
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Sem comentários (18)
quarta-feira, 14 de março de 2018
O túmulo de Marx
"Whoever visits the grave of Karl Marx at Highgate Cemetery in London encounters a gigantic pedestal upon which a gigantic bust of Marx is enthroned. One has to look up at him. Directly under the bust, “Workers of all lands unite” is written in golden letters, and further down, also in gold, “Karl Marx.” Below that, a simple, small headstone is placed within the pedestal, which names without pomp and gold those buried here: besides Karl Marx, there is his wife Jenny, his grandson Harry Longuet, and his daughters Eleanor and Helene Demuth, who led the Marx household for decades.
Marx selected the plain headstone himself after the death of his wife. Showing off was not his thing. He explicitly asked for a quiet funeral restricted to a small circle. Only eleven people took part. Friedrich Engels was able to prevent plans by the German Social Democratic Party to erect a monument to Marx at the cemetery. He wrote to August Bebel that the family was against such a monument, since the simple headstone “would be desecrated in their eyes if replaced by a monument”. (MECW 47, p. 17).
Around 70 years later, nobody was left to protect Marx’s grave. The present monument was commissioned by the Communist Party of Great Britain and unveiled in 1956. Only cemetery regulations prevented it from being even bigger. The Marxists had asserted themselves against Marx." (Michael Heinrich, "Je ne suis pas marxiste").