A Riqueza das Nações é daqueles livros que todo mundo comenta, mas pouca gente leu de verdade. A partir de agora, há uma boa razão pra isso deixar de ser assim. É que acaba de ser lançado o guia para leitura da Riqueza das Nações preparado pela minha amiga querida, Maria Pia Paganelli!
Curiosidades sobre tudo que me interessa: de filosofia a romances policiais, de economia a imagens que dispensam qualquer comentário.
terça-feira, 31 de agosto de 2021
Para ler a Riqueza das Nações de Adam Smith, com Maria Pia Paganelli
A Riqueza das Nações é daqueles livros que todo mundo comenta, mas pouca gente leu de verdade. A partir de agora, há uma boa razão pra isso deixar de ser assim. É que acaba de ser lançado o guia para leitura da Riqueza das Nações preparado pela minha amiga querida, Maria Pia Paganelli!
quinta-feira, 7 de maio de 2020
A UFMG e o enfrentamento da Covid-19
Hoje foi dia de participar da Marcha Virtual pela Ciência! e de falar no webinar Fique em casa com a ciência e com a UFMG: mobilizações da Universidade para o enfrentamento da Covid-19.
Fiquei contente e honrado de dividir a mesa com as professoras e amigas Sandra Regina Goulart Almeida, Reitora da UFMG, e Cristina Alvim, da Faculdade de Medicina da UFMG, e com o Professor Flávio Fonseca, do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG. Contente, também, de poder falar de uma Universidade Federal de Minas Gerais que não fugiu da luta e tem encarado o bom combate, o combate à pandemia, suas consequências econômicas e sociais, e ao obscurantismo dos que negam a ciência e faltam com a verdade.
Graças ao Marcílio Lana e à Fábia Lima, do Cedecom-UFMG, a íntegra do webinar foi registrada em vídeo.
Minha fala, sobre A Universidade e os desafios sociais e econômicos da pandemia de Covid-19 começa em 43:30.
sábado, 11 de abril de 2020
Notas técnicas dos grupos de pesquisa do Cedeplar-UFMG sobre a Covid-19
Estes relatórios estão reunidos agora numa série e podem ser consultados na maior base bibliográfica da área de economia, o RePEc. No momento em que escrevo, a íntegra das oito primeiras notas técnicas já está disponível para download:
- Economia Popular Urbana e o Covid-19: desafios e propostas para a Região Metropolitana de Belo Horizonte
Sibelle Cornélio Diniz, Gabrielle Lima Silva e Mariana Rodovalho Guerci
- Pandemia
por COVID-19 em Minas Gerais, Brasil: análise da demanda e da oferta de
leitos e equipamentos de ventilação assistida considerando os
diferenciais de estrutura etária, perfil etário de infecção, risco
etário de internação e distâncias territoriais
Kenya Noronha, Gilvan Guedes, Cássio M. Turra, Mônica Viegas Andrade, Laura Botega, Daniel Nogueira, Julia Calazans, Lucas Carvalho, Luciana Servo, Valéria Silva, Victor Nascimento, Monique Félix Ferreira e Reinaldo Onofre dos Santos
- Desafios
e Propostas para Enfrentamento da COVID-19 nas Periferias Urbanas:
análise das condições habitacionais e sanitárias dos domicílios urbanos
no Brasil e na Região Metropolitana de Belo Horizonte
João Bosco Tonucci Filho, Pedro Araújo Patrício e Camila Bastos
- Previsões
a partir do Modelo Epidemiológico SIR Para os Casos de Infecção pelo
COVID-19: uma aplicação para os estados brasileiros
Rafael S. M. Ribeiro
- Análise
de demanda e oferta de leitos hospitalares gerais, UTI e equipamentos
de ventilação assistida no Brasil em função da pandemia do COVID-19:
impactos microrregionais ponderados pelos diferenciais de estrutura
etária, perfil etário de infecção e risco etário de internação
Kenya Noronha, Gilvan Guedes, Cássio M. Turra, Mônica Viegas Andrade, Laura Botega, Daniel Nogueira, Julia Calazans, Lucas Carvalho, Luciana Servo e Pedro Amaral
- Efeitos econômicos negativos da crise do Corona Vírus tendem a afetar mais a renda dos mais pobres
Edson Paulo Domingues, Débora Freire Cardoso e Aline Souza Magalhães
- A pandemia do Corona vírus no Brasil: demanda emergencial de setores relacionados a saúde e impactos econômicos
Edson Paulo Domingues, Débora Freire Cardoso e Aline Souza Magalhães
- O impacto da incerteza do pagamento de salários do setor público na economia brasileira
Edson Paulo Domingues, Aline Souza Magalhães,& Débora Freire Cardoso e Thiago Cavalcante Simonato
sábado, 17 de novembro de 2018
20 anos de RePEc
Em larga medida, esta peculiaridade decorre dos imensos prazos de avaliação dos textos submetidos aos periódicos da área, que estimularam a busca por formas mais ágeis de divulgação dos resultados. Outras áreas também sofrem com o mesmo problema e acabaram adotando soluções próprias, mas em nenhuma que eu conheça o uso do formato working papers é tão antigo e disseminado, a ponto de praticamente cada departamento de economia dispor de uma série própria de "textos para discussão". Pra se ter uma ideia, a série do Cedeplar-UFMG, onde eu trabalho, começou em 1974, apenas seis anos depois da fundação do nosso programa de pós-graduação.
Com o tempo, o crescimento do número de séries e textos criou um novo problema: como assegurar uma divulgação ágil e abrangente dos textos publicados em cada série? De início, as bibliotecas universitárias tinham que demandar às diferentes instituições o envio de exemplares impressos de cada working paper lançado, o que foi se tornando algo difícil de administrar. Há 20 anos, um pequeno grupo de economistas buscou uma solução que fosse mais simples e eficiente para a disseminação da pesquisa em economia. Deste movimento surgiu o RePEc, que mudou por completo a situação.
O RePEc consiste num sistema de compartilhamento de metadados de publicações em economia (working papers, mas também artigos, livros e até softwares). Construído de forma inteiramente descentralizada, com custos de gestão e manutenção baixíssimos, a base é alimentada por uma legião de voluntários espalhados por cerca de 2.000 instituições do mundo todo. É um exemplo formidável de divisão do trabalho e cooperação, com resultados admiráveis.
Atualmente, o serviço indexa 2,3 milhões de itens de 8 mil séries diferentes, sendo 3 mil periódicos e 4,5 mil séries de working papers, boa parte dos quais tem acesso aberto. É uma ferramenta de pesquisa bibliográfica indispensável para quem trabalha na área de economia. Basta pensar que, somente no mês passado (outubro de 2018), foram realizados por meio dos diferentes serviços que empregam a base do RePEc um total de 496.854 downloads de textos e 1.885.141 consultas de resumos (abstracts).
Por menor que tenha sido minha contribuição para a construção do RePEc, tenho uma satisfação imensa de ter participado disso. Administrei por alguns anos os metadados e arquivos das séries de textos para discussão, livros e anais de seminários do Cedeplar. Colaborei também com dados de artigos da revista Nova Economia, e séries de textos da ABPHE e da ANPEC. Hoje, o trabalho nestas séries está a cargo de outros colegas que colaboram para manter as bases do RePEc ao lado de centenas de voluntários de 99 países.
Até hoje mantenho um perfil pessoal no RePEc onde é possível acessar a maior parte dos meus trabalhos acadêmicos e acompanhar as estatísticas atualizadas de acesso a estes textos.
Quem quiser conhecer mais sobre o RePEc pode começar por este artigo em comemoração aos seus 20 anos, ou simplesmente acessar um dos serviços disponíveis e começar a fazer suas buscas. Resultados é que não vão faltar.
sábado, 25 de agosto de 2018
V Ciclo de Seminários sobre Metodologia e História do Pensamento Econômico no Cedeplar-UFMG.
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Marcello Musto no Cedeplar-UFMG
segunda-feira, 14 de maio de 2018
A pesquisa sobre a obra de Marx no âmbito do Cedeplar e da UFMG.
Tomo a liberdade de chamar a atenção para uma matéria publicada no site da Universidade Federal de Minas Gerais com o título de "Pesquisadores da Face estudam manuscritos inéditos de Marx". Ela relata o trabalho que um grupo de pesquisadores do Cedeplar - entre os quais, este que vos escreve - vem desenvolvendo desde 2008 em torno da compreensão do sentido sentido teórico de alguns manuscritos inéditos de Marx. Ela é parte de uma série mais ampla de matérias sobre o pensador alemão.
Aproveito também para mencionar o artigo publicado no caderno Cultura & Estilo do jornal Valor Econômico com o título de "Marx: ontem, hoje e amanhã". A matéria foi publicada no final de abril e, ao lado de outros professores entrevistados pelo jornalista Cyro Andrade, faço alguns comentários sobre a atualidade da obra de Marx.
sábado, 27 de maio de 2017
Michael Heinrich na UFMG: A Atualidade de 'O Capital' (1)
A conferência foi um sucesso absoluto tanto pela excelência da apresentação como pela participação do público, que exigiu que abríssemos um segundo auditório para receber as cerca de 250 pessoas que vieram assistir.
Vocês podem encontrar mais informações nesta página. Relevem, por favor, alguns equívocos pontuais na tradução de conceitos no texto. Eles serão corrigidos posteriormente, mas a matéria permite ter uma boa ideia do que foi discutido. O vídeo integral da apresentação estará disponível brevemente no site da UFMG.
Fica aqui meu agradecimento aos que compareceram e, especialmente, a Michael Heinrich, Sofia Lalopoulou e todos (foram muitos!) que contribuíram para que o evento pudesse se realizar.
Fiquei contente!
sábado, 17 de outubro de 2015
Seminário: Crise capitalista e perspectivas emancipatórias
O seminário tem por objetivo
"discutir aspectos relevantes da realidade social, econômica, política, cultural e contemporânea em perspectiva crítica. O ponto de partida da proposta é a constatação da exacerbação da crise capitalista mundial, que não se restringe à dimensão econômica, e que tem sido acompanhada, de um lado, de significativa perda da relevância de respostas à esquerda, seja do ponto de vista organizativo, seja do ponto de vista programático; e, de outro lado, de ameaçadora expansão obscurantista. A esses aspectos gerais buscar-se-á, também, considerar os rebatimentos sobre o Brasil da crise mundial privilegiando-se, no referente ao País, um balanço e perspectivas da economia brasileira."Ele está organizado a partir de três grandes temas: A Crise Capitalista Mundial; Um Marxismo para o nosso Tempo; e Economia, Política e Sociedade Brasileira. Para cada tema estão previstas três ou quatro mesas-redondas que contarão, cada uma, com a participação de dois expositores e um debatedor. A programação completa pode ser conferida no site do Cedeplar. A intenção é que as exposições e as intervenções dos debatedores sejam posteriormente reunidas de modo a compor um livro-síntese dos resultados do Seminário.
As inscrições podem ser feitas através do envio da ficha de inscrição, acompanhada do comprovante de pagamento da taxa, para o email seminarios@cedeplar.ufmg.br
domingo, 14 de setembro de 2014
Sobre o Seminário de Diamantina (2)
Não é todo dia que a gente pode falar daquilo que gosta e, menos ainda, em companhia de uma amigo como João Antonio de Paula. Coordenador da 16ª edição do Seminário, João Antonio tem sido, desde o início, fundamental para fazer do Seminário de Diamantina o evento bem sucedido que ele se tornou.
O vídeo do programa está publicado no You Tube e pode ser conferido abaixo.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Sobre o Seminário de Diamantina
O texto abaixo foi escrito para a edição n° 1875 do Boletim UFMG:
Era 1982 e vivíamos os últimos anos do regime militar. A economia passava por uma crise acentuada: inflação em alta, dívida externa em crescimento, desemprego elevado e o país a caminho da recessão. O movimento pelas Diretas Já ainda não tinha ganhado força, mas havia a expectativa das primeiras eleições para os governos estaduais desde os anos 1960, que acabariam selando a vitória da oposição em boa parte dos estados. Foi nesse contexto que um grupo de professores do Cedeplar decidiu organizar um seminário para discutir a situação e as perspectivas da economia de Minas Gerais. Estava criado o Seminário sobre a Economia Mineira.
Algumas decisões tomadas naquele momento foram decisivas para assegurar o sucesso do evento ao longo dos 32 anos que se seguiram à sua criação. A primeira foi a ideia de realizá-lo fora de Belo Horizonte, na cidade histórica de Diamantina, que recebeu todas as 15 edições do Seminário. Se a intenção era garantir certa distância da rotina e das demandas cotidianas e tranquilidade para refletir em tempo integral sobre a realidade mineira e seu lugar no contexto nacional, o fato é que a escolha de Diamantina acabou marcando de forma duradoura o espírito do evento.
Não por acaso, ele é mais conhecido como Seminário de Diamantina. A história agitada daquela cidade, seu cenário natural e sua arquitetura colonial, a riqueza de sua tradição cultural na música e na literatura, a hospitalidade e simpatia de sua gente, tudo contribuiu para assegurar o sucesso dos eventos e para nos fazer lembrar que pensar sobre Minas era também um modo de debater sobre as questões mais amplas do nosso tempo, sobre o desenvolvimento nacional e a superação do atraso, sobre a emancipação humana e a construção de uma sociedade democrática e solidária.
A segunda decisão que marcou a trajetória do Seminário foi a de dar ao evento uma natureza multi e interdisciplinar, recebendo trabalhos de economia, demografia e história, que à época correspondiam aos temas que dominavam a agenda de trabalho dos professores do Cedeplar. De lá para cá, essa abertura se acentuou, e o Seminário acolheu textos propostos por arquitetos, geógrafos, cientistas políticos e sociólogos, abrindo-se também à discussão de temas como o meio ambiente e as cidades, que convidam justamente à busca de uma perspectiva que não seja meramente disciplinar ou segmentada.
Em terceiro lugar, sem trair o compromisso com o rigor e a crítica que são próprios da reflexão acadêmica, o contexto das mudanças políticas em curso naquele ano de 1982 contribuiu para que o Seminário recebesse um público mais amplo que o estritamente universitário – empresários, sindicalistas, quadros da administração pública, entre outros – e abarcasse a discussão de temas ligados à formulação e avaliação de políticas públicas.
Finalmente, outra marca do evento, presente desde a sua origem, é a capacidade de encarar a discussão sobre a economia e a sociedade mineiras como parte de uma reflexão mais ampla sobre a cultura, sobre os valores e os modos de expressarmos nossas inquietações, engenho e criatividade. Os debates com compositores, poetas, prosadores e críticos, as apresentações teatrais e musicais, as exposições e diferentes expressões culturais foram presença constante e ponto alto das programações. Para os que estiveram lá, como eu, é emocionante lembrar o que sentimos no show de comemoração dos 40 anos do Clube da Esquina, em 2012, assim como é impossível esquecer o fascínio provocado por Francisco Iglésias, Antonio Candido, Fernando Brant, Affonso Romano de Sant’Anna, Otávio Dulci e Vera Alice Cardoso, que, na mesa de encerramento do primeiro Seminário, em 1982, discutiram as muitas Minas, prendendo a atenção de todos até às 23 horas!
Eu era aluno de graduação da Face e estava presente naquela noite memorável. Desde então, participei de boa parte dos Seminários de Diamantina. Não é exagero afirmar que minha trajetória acadêmica – e a de muitos docentes que hoje estão à frente do Cedeplar e da Faculdade de Ciências Econômicas – se confunde, de algum modo, com a do próprio Seminário. A cada dois anos em que ele se realiza, temos observado os resultados de nosso trabalho, refletidos nos textos que apresentamos e na produção dos nossos alunos de graduação e pós-graduação. Mais do que isso, os seminários têm sido um momento para ensaiar novas questões, para avaliar o que foi feito e buscar os temas que irão povoar nossa agenda de pesquisas. Numa palavra, os Seminários de Diamantina têm-se constituído em momento de compreender e avaliar o sentido do trabalho que fazemos, de buscar novos rumos e repactuar os valores acadêmicos que nos são caros.
Quero acreditar que isso valha também para as centenas de participantes do Seminário provenientes de outras unidades da UFMG, de outras instituições universitárias e de pesquisa, de órgãos e agências governamentais, ONGs e outros. Se em algum momento fez sentido pensar no Seminário de Diamantina como atividade do Cedeplar ou da UFMG, é claro que seu crescimento e diversificação tornaram-no muito maior do que as instituições que deram origem a ele. É bom que seja assim, que ele cumpra cada vez mais o papel de aglutinar e criar laços de cooperação acadêmica entre pessoas de diversas regiões e formações, sem esquecer as amizades e afetos criados nas salas, ruas, auditórios e bares de Diamantina.
Concluo prestando minha homenagem aos que criaram o Seminário e a todos que, nas últimas três décadas, contribuíram para que ele se realizasse. Somos gratos pelo que fizeram e pelo rumo que imprimiram ao evento. Neste setembro de 2014, em que vamos realizar a 16ª edição do Seminário, esperamos que ele seja capaz de se renovar e de dar início a uma “vida nova”.






