Enviada pelo amigo e colega, Eleutério Prado.
Curiosidades sobre tudo que me interessa: de filosofia a romances policiais, de economia a imagens que dispensam qualquer comentário.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
sábado, 26 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Revista da UFMG: Cidades
Foi lançado ontem mais um número da Revista da Universidade Federal de Minas Gerais, que dessa vez traz um dossiê temático sobre as Cidades. Os artigos são assinados por Francisco Jarauta, Edward Soja, Edésio Fernandes, Carlos Antônio (Cacá) Brandão e muitos outros estudiosos da questão urbana, ligados a UFMG e a outras instituições.
A importância dessa temática é evidente. Como diz o editorial desse número,
Para a próxima edição está previsto um dossiê sobre a Água (a chamada de trabalhos ainda está aberta até 31/10/13).
Criada em 1929, a Revista da Universidade Federal de Minas Gerais circulou até 1943, sendo retomada posteriormente em dois momentos: de 1950 a 1955 e de 1962 a 1969.
Em 2012, a revista foi relançada por iniciativa da reitoria da UFMG e, em particular, do Prof. João Antonio de Paula, pró-reitor de Planejamento, que assinou naquele número um artigo sobre a história desse periódico.
A importância dessa temática é evidente. Como diz o editorial desse número,
Seguindo a proposta editorial da revista, o tema é abordado por diferentes ângulos, da economia política às artes, da arquitetura à filosofia, do direito à literatura. A íntegra desse número pode ser obtida em meio eletrônico na página web da revista: https://www.ufmg.br/revistaufmg/"A cidade é, por princípio, simultaneamente objeto e lugar da política e da ação
coletiva, espaço do aprendizado e do reconhecimento da alteridade, valor de uso que
dá sentido à noção de urbanidade. Entretanto, tal visão é permanentemente contestada
pela hegemonia do valor de troca manifesta na luta pelo espaço, que contrapõe
o direito à cidade às tendências privatizantes do chamado empreendedorismo urbano,
ao consumo do espaço ou ao caráter excludente da dinâmica imobiliária e da
produção do espaço de forma mais ampla. Por outro lado, as recentes manifestações
políticas que tomaram as ruas das principais cidades do país nas últimas semanas,
entre outros aspectos, contribuíram para resgatar o potencial político do espaço público,
fundamental para a existência das cidades e da vida urbana."
Para a próxima edição está previsto um dossiê sobre a Água (a chamada de trabalhos ainda está aberta até 31/10/13).
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Criada em 1929, a Revista da Universidade Federal de Minas Gerais circulou até 1943, sendo retomada posteriormente em dois momentos: de 1950 a 1955 e de 1962 a 1969.
Em 2012, a revista foi relançada por iniciativa da reitoria da UFMG e, em particular, do Prof. João Antonio de Paula, pró-reitor de Planejamento, que assinou naquele número um artigo sobre a história desse periódico.
domingo, 6 de outubro de 2013
Mais um capítulo do faroeste acadêmico
Entre as denúncias dessa semana está uma espécie de "Sokal affair" das ciências naturais, perpetrado em larga escala. Um artigo descrevendo a descoberta de propriedades anti-cancerígenas de um produto químico e intencionalmente recheado de erros básicos e problemas evidentes foi escrito e submetido a 304 revistas acadêmicas, todas de acesso aberto. O artigo passou por uma avaliação em 255 periódicos científicos: foi aceito em 157 e rejeitado apenas em 98... O episódio está bem retratado nessa matéria do Guardian.
Quem me chamou a atenção para o assunto foi o André Caetano, através dessa matéria publicada no blog do Herton Escobar. De todo modo, vale a pena ler o texto completo do 'experimento' assinado por John Bohannon e publicado na Science com o título Who's Afraid of Peer Review? Apesar de longo, ele é interessante e esclarecedor e, no dizer do autor "reveal
the contours of an emerging Wild West in academic publishing".
É importante notar que, entre as revistas que foram alvo do teste e caíram na trapaça, muitas eram ligadas a grandes editoras acadêmicas, como a Elsevier, a Wolters Kluwer e a Sage, empresas multinacionais sediadas na Europa e nos EUA.Como o próprio Bohannon afirma:
Curt Rice, o autor desse outro texto publicado no Guardian, argumenta que o problema não está no modelo de acesso aberto, como o artigo da Science sugere, mas numa de suas modalidades, aquela em que o autor paga para ver o artigo publicado. Acho que ele está certo. No texto da Science, Bohannon se refere a essa modalidade como "the standard open-access 'gold' model: The author pays a fee if the paper is published." Sobre isso, há dois aspectos que merecem ser observados.
Em primeiro lugar, como Rice argumenta,
Pra concluir, entre as lições a tirar desse caso, fica a conclusão óbvia para a qual venho apontando há um bom tempo: é esse resultado previsível da difusão de um modelo de avaliação acadêmica que toma a quantidade (o número de artigos publicados) para avaliar a qualidade da pesquisa. Nenhuma surpresa.
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É importante notar que, entre as revistas que foram alvo do teste e caíram na trapaça, muitas eram ligadas a grandes editoras acadêmicas, como a Elsevier, a Wolters Kluwer e a Sage, empresas multinacionais sediadas na Europa e nos EUA.Como o próprio Bohannon afirma:
"Acceptance was the norm, not the exception. The paper was accepted by journals hosted by industry titans Sage and Elsevier. The paper was accepted by journals published by prestigious academic institutions such as Kobe University in Japan. It was accepted by scholarly society journals. It was even accepted by journals for which the paper's topic was utterly inappropriate, such as the Journal of Experimental & Clinical Assisted Reproduction."Entre as revistas que caíram no engodo há, até mesmo, um periódico brasileiro, Genetics and Molecular Research, editado por uma fundação de Ribeirão Preto, a FUNPEC-RP (alguém conhece?).
Curt Rice, o autor desse outro texto publicado no Guardian, argumenta que o problema não está no modelo de acesso aberto, como o artigo da Science sugere, mas numa de suas modalidades, aquela em que o autor paga para ver o artigo publicado. Acho que ele está certo. No texto da Science, Bohannon se refere a essa modalidade como "the standard open-access 'gold' model: The author pays a fee if the paper is published." Sobre isso, há dois aspectos que merecem ser observados.
Em primeiro lugar, como Rice argumenta,
"this is a model that invites corruption. Set up a journal, accept some articles, charge a high fee, and publish the article on your website. This corruption is fed, of course, by the fact that researchers feel incredible pressure to publish more and more. It's also fed by a system that uses quantity as a proxy for quality. But it is a mistake to equate open access and author payment. There are traditional journals that require some payment, too, especially in connection with high typesetting costs" (grifo meu).Em segundo lugar, não tenho certeza de que o 'gold model' seja mesmo o formato padrão nas revistas de acesso aberto. De fato, duvido... Como Rice informa, 65% das revistas listadas no Directory of Open Access Journals (DOAJ) "do not charge authors to publish but are funded instead by universities directly or by research councils or professional societies". É esse o modelo que prevalece, por exemplo, entre as revistas incluídas na SciELO, o bem sucedido modelo de publicação eletrônica de periódicos científicos mantido pela Fapesp e pela BIREME.
Pra concluir, entre as lições a tirar desse caso, fica a conclusão óbvia para a qual venho apontando há um bom tempo: é esse resultado previsível da difusão de um modelo de avaliação acadêmica que toma a quantidade (o número de artigos publicados) para avaliar a qualidade da pesquisa. Nenhuma surpresa.
domingo, 22 de setembro de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
IV Ciclo de Seminários em Metodologia e História do Pensamento Econômico
A exemplo do que aconteceu nos últimos três semestres, realizaremos em 2013 mais um Ciclo de Seminários em Metodologia e História do Pensamento Econômico.
Trata-se do quarto evento de uma série organizada pelo Cedeplar-UFMG, através do seu Grupo de Pesquisa em Metodologia e História do Pensamento Econômico, e que visa promover uma maior
integração entre os pesquisadores brasileiros das áreas de
HPE e Metodologia da Economia, além de consolidar o Cedeplar como locals de referência no Brasil para todos aqueles envolvidos nessas
duas áreas de pesquisa.
Estão previstas três sessões, que serão realizadas na manhã e tarde do dia 12 de junho (quarta-feira):
Estão previstas três sessões, que serão realizadas na manhã e tarde do dia 12 de junho (quarta-feira):
9h30 - 11h30
Convidado: Prof. Pedro Cezar Dutra Fonseca (UFRGS)
Tema: A gênese do desenvolvimentismo latino-americano
Texto-base da apresentação: Gênese e precursores do desenvolvimentismo no Brasil
Texto-base da apresentação: Gênese e precursores do desenvolvimentismo no Brasil
14h00 - 16h00
Convidado: Prof. David Dequech (Unicamp)
Tema: As instituições da economia como disciplina e instituições na economia como objeto
Texto-base da apresentação: será divulgado oportunamente
Tema: As instituições da economia como disciplina e instituições na economia como objeto
Texto-base da apresentação: será divulgado oportunamente
16h15 - 18h15
Convidado: Prof. Pedro Garcia Duarte (USP)
Tema: Economics at MIT and its graduate networks: the early years
Texto-base da apresentação: será divulgado oportunamente
Tema: Economics at MIT and its graduate networks: the early years
Texto-base da apresentação: será divulgado oportunamente
Os seminários serão abertos aos interessados e acontecerão no auditório 4 da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG (ver o mapa). O evento conta com o apoio financeiro do Programa de Apoio Institucional a Eventos da UFMG (PAIE).
PS em 15/06/13: confira abaixo um pequeno registro fotográfico do seminário:
A teoria de Marx sobre as crises: um seminário com Jorge Grespan
Na próxima quarta-feira, 5 de junho, Jorge Grespan virá ao Cedeplar-UFMG
para participar da série de seminários da área de Economia.
Grespan é professor do Departamento de História da USP e um estudioso da obra de Marx. Graduou-se em economia e em história naquela universidade e doutorou-se em filosofia pela Unicamp, com uma tese sobre o conceito de crise na Crítica da Economia Política. Esse trabalho deu origem ao livro O Negativo do Capital, cuja segunda edição foi recém-lançada.
Grespan é professor do Departamento de História da USP e um estudioso da obra de Marx. Graduou-se em economia e em história naquela universidade e doutorou-se em filosofia pela Unicamp, com uma tese sobre o conceito de crise na Crítica da Economia Política. Esse trabalho deu origem ao livro O Negativo do Capital, cuja segunda edição foi recém-lançada.
Em
seu seminário, Grespan retornará ao tema da crise na perspectiva marxiana.
Para estimular o debate, ele sugere a leitura prévia dos
textos A crise de sobreacumulação e Uma teoria para as crises.
O
seminário acontecerá às 16 horas, no bloco
de auditórios da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. O evento é
aberto a todos os interessados.
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