quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Rosa Luxemburgo

Comemoram-se, em 2011, os 140 anos do nascimento de Rosa Luxemburgo. Ela nasceu em 5 de março de 1871, em Zamość, na Polônia (uma região então submetida ao Império Russo) e morreu em 15 de janeiro de 1919, quando foi presa e executada por um grupo paramilitar de direita, o Freikorps, que mais tarde apoiaria os nazistas, mas que naquele ano operava sob as ordens do governo social-democrata liderado por Friedrich Ebert.

Rosa Luxemburgo (1871-1919)
Escritora, ativista, revolucionária, economista e pensadora polítíca, a obra de Rosa sempre foi, para mim, um importante contraponto aos traços autoritários da tradição bolchevique. Seu internacionalismo e antimilitarismo, sua crítica apaixonada do capitalismo e sua defesa lúcida e sem concessões da liberdade e do socialismo fazem dela uma pensadora atual, alguém que tem muito o que dizer sobre o nosso tempo. Um tempo em que continuamos perante o dilema que ela formulou de modo clássico: "ou passagem ao socialismo, ou regressão à barbárie".


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Krugman e o comércio interestelar

Mesmo tendo sido educado na tradição teórica da economia neoclássica, Paul Krugman tem sido um crítico importante das limitações características desta forma de pensar a economia. Num famoso artigo escrito há dois anos, ele discutiu a incapacidade dos economistas de prever a chegada da crise de 2008 e, mais do que isso, sua cegueira para até mesmo a possibilidade de que uma crise como aquela derrubasse os mercados financeiros:

"Few economists saw our current crisis coming, but this predictive failure was the least of the field’s problems. More important was the profession’s blindness to the very possibility of catastrophic failures in a market economy. During the golden years, financial economists came to believe that markets were inherently stable — indeed, that stocks and other assets were always priced just right. There was nothing in the prevailing models suggesting the possibility of the kind of collapse that happened last year."

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A nova MEGA na Biblioteca Emílio Moura

No dia 11, estive na Biblioteca da FACE-UFMG para a entrega dos volumes da Marx-Engels-Gesamtausgabe (MEGA2) adquiridos com recursos do projeto de pesquisa "Em busca de novos horizontes para a economia política contemporânea".

Registro da entrega dos volumes da MEGA pelos professores
Eduardo Albuquerque  e Hugo da Gama Cerqueira à
Maria Célia Carvalho de Resende, bibliotecária-chefe
  da FACE-UFMG
(foto: Ricardo Ruiz)


O projeto, liderado pelo meu colega e amigo Eduardo Albuquerque e desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Economia Política Contemporânea do Cedeplar, contou com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Com os recursos obtidos, pudemos adquirir os volumes disponíveis da segunda seção da MEGA. Trata-se da seção de textos relacionados a O Capital e que inclui tanto o material preparatório (manuscritos de Marx, como os Grundrisse de 1857-58), quanto os textos publicados por Marx e Engels (como as várias versões do Livro I). Cada volume é composto de dois tomos: o primeiro, com o texto de Marx ou Engels, e o segundo, com um extenso e impressionante aparato crítico.

A lista completa dos títulos adquiridos pode ser conferida nesta notícia. Os volumes restantes da segunda seção deverão ser comprados oportunamente.



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sônia Viegas (1944-1989)

Participar da mesa em homenagem a Sônia Viegas durante o último Seminário de Diamantina foi uma das coisas boas que fiz em 2010. Sônia foi minha professora em disciplinas sobre cultura grega e história da filosofia grega, que frequentei na Fafich em meados dos anos 1980. Mais de vinte anos após sua morte, a impressão causada por suas aulas continua viva nos que tiveram a felicidade de frequentá-las.

Sônia Viegas (1944 - 1989)


Em Diamantina, pude falar um pouco sobre o trabalho de Sônia e sobre a influência marcante que teve na cena cultural de Belo Horizonte ao longo dos anos 1970 e 1980. A mesa-redonda foi coordenada por Maurício Campomori e contou também com a participação de Marcelo Pimenta Marques e Sérgio Alcides do Amaral. O registro em vídeo está disponível no site do Cedeplar e vai reproduzido abaixo.