sábado, 25 de agosto de 2018

V Ciclo de Seminários sobre Metodologia e História do Pensamento Econômico no Cedeplar-UFMG.

Sete anos depois do primeiro evento, está tudo pronto para a retomada dos Ciclos de Seminários sobre Metodologia e HPE no Cedeplar-UFMG.

Entre 2011 e 2013, o Cedeplar, através do Grupo de Pesquisa em Metodologia e História do Pensamento Econômico, promoveu quatro ciclos de seminários que contaram com a participação de pesquisadores renomados do Brasil e do exterior. 

O objetivo daqueles eventos era o de promover uma maior integração entre os pesquisadores atuantes no Brasil nas áreas de História do Pensamento Econômico e Metodologia da Economia, criando e consolidando laços de cooperação acadêmica inter-institucional no âmbito nacional. Adicionalmente, buscamos consolidar o Cedeplar e a UFMG como centros de referência no Brasil para todos aqueles envolvidos com pesquisas nestas duas áreas.

A repercussão alcançada à época não deixou qualquer dúvida sobre o êxito da iniciativa. Cinco anos mais tarde, depois de uma interrupção provocada por diferentes razões, estamos retomando a organização dos seminários, na expectativa de alcançar o mesmo êxito.

Nesta nova etapa, nosso primeiro convidado será Pedro Vianna Faria,ex-aluno da graduação em economia e da pós-graduação em filosofia da UFMG que, atualmente, está cursando o doutorado em história na Universidade de Cambridge. Pedro vem se dedicando desde sua graduação à investigação das relações entre a filosofia moral e a teoria social de David Hume. No seu seminário, ele apresentará um texto recentemente preparado para a 45th Hume Society Conference.

O evento acontecerá na sexta-feira, 31/08, às 14 horas, no auditório 2 da FACE-UFMG. O texto em que se baseará a apresentação está disponível para leitura.

Contamos com a presença de todos!





segunda-feira, 4 de junho de 2018

Marcello Musto no Cedeplar-UFMG

Faço aqui um pequeno registro da nossa atividade de hoje no Cedeplar-UFMG, quando contamos com a visita de Marcello Musto, professor da Universidade de York (Canadá), que apresentou um seminário sobre o sentido e a natureza das pesquisas de Karl Marx em seus últimos anos de vida. Ao final, ele autografou a recém-lançada tradução brasileira de seu livro, O Velho Marx.

Em meu nome e dos colegas que compõem o grupo de pesquisas em Economia Política Contemporânea, faço o nosso agradecimento a todos que estiveram presentes (e também ao nosso colega João Tonucci, por ter nos cedido uma das fotografias reproduzidas abaixo).



Seminário de Marcello Musto no Cedeplar-UFMG (04/06/2018)

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O velho Marx

Marcello Musto, professor da Universidade de York (Canadá), estará no Cedeplar-UFMG para apresentar um seminário sobre as pesquisas de Marx nos últimos anos de sua vida.

O evento, organizado pelo grupo de pesquisa em Economia Política Contemporânea, acontecerá na segunda-feira, 04/06, às 11h, no auditório 1 da FACE-UFMG e integra a série de Seminários do Programa de Pós-graduação em Economia.

O Professor Musto é autor do livro O Velho Marx, cuja tradução está sendo lançada no Brasil pela Editora Boitempo.

O seminário é aberto ao público interessado. Estão todos convidados!


The research of the late Marx

terça-feira, 22 de maio de 2018

Normas da ABNT para artigos acadêmicos



Olha aí, que beleza! Já está circulando a nova norma da ABNT pra você formatar seu artigo científico. Você paga R$54,60 (isso mesmo) pra obter a norma e ficar sabendo direitinho o que deve escrever em negrito, onde deve colocar o ponto ou a vírgula etc etc.

O mais curioso disso tudo é que as pessoas considerem as normas bibliográficas da ABNT como "oficiais", um modelo obrigatório com força de lei e que deve ser adotado em qualquer publicação ou instituição. Desconheço qualquer legislação que imponha seu uso e, se houvesse, tanto pior.

Pra piorar -- e talvez seja este o ponto que mais me incomoda --, a norma da ABNT para formatação de textos acadêmicos, ao contrário de outras que existem por aí, é desprovida de qualquer elegância: sua adoção torna qualquer texto imensamente feio. E, lamento reconhecer, ainda sou daqueles que consideram que uma publicação deve aliar bom conteúdo à boa forma, não devendo dispensar uma apresentação apurada e de bom gosto.

Finalmente, tem isso da ABNT cobrar (e cobrar caro) pelo simples acesso às suas normas. É algo que tem sido objeto de frequente contestação, inclusive judicial, mas continua valendo. A ABNT é uma instituição privada, "sem fins lucrativos e de utilidade pública", e recebe recursos públicos para custear seu funcionamento.

Desculpem pelo texto longo, mas esta é uma das minhas birras antigas. Tudo isso está bem explicado neste dois textos: o primeiro, tem mais de dez anos, mas continua atual; o outro, mais longo, é mais recente, mas aponta problemas que são antigos e continuam intocados.

Do primeiro texto, reproduzo a sugestão dirigida aos professores:
"Se você é docente, não imponha as normas da ABNT para os textos de seus alunos. Verifique se sua instituição define padrões próprios que não dependam da ABNT, ou procure por formatos definidos por outras instituições que atendam suas necessidades."


segunda-feira, 14 de maio de 2018

A pesquisa sobre a obra de Marx no âmbito do Cedeplar e da UFMG.

Em função das comemorações em torno dos 200 anos do nascimento de Karl Marx, a imprensa tem publicado várias matérias e comentários sobre suas ideias e sua influência.

Tomo a liberdade de chamar a atenção para uma matéria publicada no site da Universidade Federal de Minas Gerais com o título de "Pesquisadores da Face estudam manuscritos inéditos de Marx". Ela relata o trabalho que um grupo de pesquisadores do Cedeplar - entre os quais, este que vos escreve - vem desenvolvendo desde 2008 em torno da compreensão do sentido sentido teórico de alguns manuscritos inéditos de Marx. Ela é parte de uma série mais ampla de matérias sobre o pensador alemão.





Aproveito também para mencionar o artigo publicado no caderno Cultura & Estilo do jornal Valor Econômico com o título de "Marx: ontem, hoje e amanhã". A matéria foi publicada no final de abril e, ao lado de outros professores entrevistados pelo jornalista Cyro Andrade, faço alguns comentários sobre a atualidade da obra de Marx.

domingo, 6 de maio de 2018

Uma entrevista com Michael Heinrich na Ilustríssima

Meu amigo Silvestre chamou minha atenção para a entrevista com Michael Heinrich na Ilustríssima de hoje e eu agradeço a ele por isso. Gosto do que o Heinrich tem a dizer sobre Marx e recomendo a leitura pra quem mais se interessar pelo assunto. Adorei especialmente a frase do Egon Friedell que ele cita e que eu ainda não conhecia: "Marxistas são pessoas que nunca entenderam Marx". Pois é...

Por outro lado, é a Folha sendo a Folha. Reconheço que tentaram ser simpáticos mas, permitam a franqueza do comentário: acho incrível como não conseguem escapar de alguns lugares comuns. Por exemplo, parece que no Brasil é proibido falar em Marx sem mencionar FHC (ou Gianotti) e o famoso seminário uspiano sobre O Capital. É um caso extremo de paroquialismo movido, ao que parece, pela mais completa ignorância do que se passa em qualquer parte do Brasil que fique a mais de 100 km da Praça da Sé...

Outra coisa típica é esta salada de frutas de referências que vem a propósito de sei-lá-eu-o-quê. Pergunto: por que a entrevista com o Heinrich tem que ser antecedida de comentários sobre Zizek ou referências a Anderson, Badiou, Sarlo!?! Nada contra Zizek ou quem quer que seja, mas o que o "lé" tem a ver com o "cré"? São coisas inteiramente distintas... Perderam a oportunidade de apresentar o entrevistado, de comentar seu trabalho anterior, o que, penso eu, faria muito mais sentido.

Pra terminar, a inevitável pergunta sobre o Brasil!!! Eu lamento que o Heinrich não tenha simplesmente se negado a responder, mas o problema é bem menos a resposta dele e muito mais o de entender este mistério (que também vale pra outros entrevistados estrangeiros): por que é que os jornalistas e editores acham que um professor de Berlim que é biógrafo de Marx tem coisas importantes a dizer sobre o PT ou a política brasileira? Que tristeza...

Michael Heinrich